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27.6.07

Imprensa partilha vídeos

E o vídeo move-se nos pesos pesados da imprensa norte-americana. Primeiro foi o Wall Street Journal. Há dias, o Washington Post. Segue-se o New York Times. Todos eles estão a virar-se para a "fórmula YouTube" de partilha de vídeos.

A partilha de vídeos, como se sabe, explica em boa parte o sucesso do YouTube. A ideia destes jornais passa por aplicar esta fórmula a clips noticiosos. Para o efeito, aliam-se a novas empresas, como é o caso da Brightcove, para que estas tratem de tudo. O resultado é este, publicidade incluída:

16.6.07

Uma possível revolução dos média

Como estaremos em 2050 no que aos média diz respeito? A empresa italiana Casaleggio Associati decidiu, na esteira de trabalhos prospectivos como o Epic 2015, imaginar o futuro da "revolução dos média". E, se um dia, a Google comprasse a Microsoft?

12.6.07

Vídeo com boa definição no Washington Post

Tom Kennedy, editor multimédia do Washington Post, explicou à Beet.tv o modo como o diário norte-americano tem vindo a trabalhar com o vídeo. Kennedy refere, entre outras coisas, que o Post trabalha há já dois anos apenas com vídeo de alta definição (HD) e que ainda há muito espaço para a experimentação desta "matéria-prima" em jornais.

Para a cobertura dos assuntos mais importantes do dia, o Post dispõe de seis "vídeo-jornalistas" que filmam, editam e funcionam como "produtores de campo".

8.6.07

Retratos do planeta

O projecto chama-se 6 Bilion Others e começou em 2003. A ideia do seu mentor, Yann Arthus-Bertrand, é, através da recolha de depoimentos de pessoas nos quatro cantos do mundo, «criar um sensível e humano retrato dos habitantes do planeta».

A seis mil pessoas de 65 países são feitas perguntas como: que é a felicidade? Que lições podemos tirar das dificuldades da vida? Qual o significado da vida?

A ideia, só por si, é fabulosa. Mas a concretização é igualmente fantástica, também do ponto de vista técnico e de narrativa (em Flash). Escreve a Mindy McAdams, no Teaching Online Journalism, que este trabalho está destinado a tornar-se num clássico do ciberjornalismo. Assino por baixo.

Ouçamos então um pouco melhor o que o nosso planeta nos tem para contar.

7.6.07

Vídeo em alta no World Editors Forum

O vídeo esteve em grande no 14º World Editors Forum, que ontem terminou, em Cape Town, África do Sul.

Cinco oradores, entre os quais Richard Sambrook, director da BBC Global News, falaram sobre as suas previsões, relativas a comunidade, audiências e jornalismo, para o próximo ano. Neste vídeo, onde já podemos ver algumas inovações que o You Tube introduziu na sua interface, ouvimos Rebecca MacKinnon, co-fundadora da Global Voices, defender que o papel dos jornalistas é cada vez mais importante:

6.6.07

Lavanguardia.es melhora

O Lavanguardia.es volta a mudar de face apenas um ano após o último redesenho. Está melhor, mas ainda longe do nível de um Elpais.com, por exemplo.

Notas mais positivas: a aposta na interactividade com os leitores e a incorporação de vídeos nas notícias.


(dica de e-periodistas)

25.5.07

Especial sobre os 40 anos de Sgt. Pepper's

O tampabay.com montou uma pequena narrativa multimédia especial sobre os 40 anos de um dos mais fabulosos álbuns da era rock: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Vale a pena navegar.

27.4.07

Lebres e tartarugas no ciberjornalismo

Morreu hoje um dos maiores violoncelistas de sempre, Mstislav Rostropovich. São 11.30. Como estamos em termos de capacidade de resposta nas edições online dos principais diários portugueses?

O Público.pt já deu uma "última" com dois parágrafos. O Correio da Manhã, vá lá, deu quatro. Para o DN e o JN não se passa absolutamente nada (até a Wikipédia já deu a "notícia"...).

Espreitemos agora o que dá o ELPAIS.com: notícia com foto destacada no topo da página; um dossiê com "tudo sobre Rostropovich"; possibilidade de se ouvir trechos de música; fotogaleria.


Estamos mal.

19.4.07

"Eu jornalista" no ELPAIS.com

O ELPAIS.com acaba de dar mais um grande passo "interactivo", com a criação do espaço para as "notícias" dos leitores. Chama-se Yo periodista e é apresentado assim:

«Ayúdanos a construir ELPAIS.com. Si has sido testigo de alguna noticia, envíanosla y nosotros la publicamos. Puedes mandarnos textos, fotos, vídeos o documentos. Ahora los lectores de ELPAIS.com se convierten en periodistas.»

Descontando a simplificação que esta última frase encerra, Yo periodista é, naturalmente, uma boa ideia, em sintonia com a entronização galopante do cidadão como agente participante do processo jornalístico, online e não só, como se acaba de ver com o caso do massacre na Virgínia.

Por outro lado, o ELPAIS.com mostra, com mais esta iniciativa, continuar atento e, sobretudo, aberto à inovação. Ainda recentemente, o ciberjornal espanhol abriu um quiosque e criou um "correspondente" no Second Life.

17.4.07

Jornalistas: convergentes e multimédia

Certos anúncios de emprego recentes indicam-nos que o perfil do jornalista será, num futuro próximo, bem diferente do actual. E, como quase sempre, são as empresas do sector a moldar esse perfil à medida das suas necessidades e ao ritmo dos avanços tecnológicos.

Mindy McAdams encontrou, no site de anúncios JournalismJobs.com, 131 anúncios de emprego na área do ciberjornalismo nos EUA. Entre eles, estão estes três, que ilustram bem para que lado sopram os ventos da mudança. Duas palavras-chave aqui a reter: convergência, multimédia.

«KGTV, the ABC affiliate in San Diego, is looking for a "convergence manager" to work with "the news director and Web managing editor to improve the quality and relevance of coverage on air, online and on mobile, and to increase new media skills and participation in the newsroom."

National Public Radio (NPR.org) is looking for "a creative video producer and filmmaker" who will "help develop the stories and strategy that translate NPR's signature style of in-depth storytelling and journalism to a new medium.... Requires five years television and/or professional video experience in a news or documentary setting."

The New York Times online needs "a journalist with a portfolio of long-form audio storytelling" who will produce multimedia for both news and features sections. Experience: At least three years producing audio features "for broadcast on air or on the Web."»

13.4.07

Peça hipermédia no JPN

Talvez uma definição possível seja "embed" áudio ou "embed" foto no próprio texto jornalístico. Confuso?

O JPN, ciberjornal do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, constrói hoje uma peça hipermédia intitulada "Licenciatura de Sócrates suscita debate sobre blogues e jornalismo". São ouvidos dois docentes, eu próprio e o meu colega e amigo Luís Santos, da Universidade do Minho.

Ao longo do texto, os links usuais são entremeados com outros links que, ora abrem uma janela com uma pequena foto dos entrevistados, ora accionam um "player" de áudio com declarações dos mesmos, ao estilo dos "rm's" da rádio.

Trata-se de uma solução narrativa curiosa, interessante e muito pouco vista nos média portugueses mainstream.

Galerias fotográficas do cidadão no Público.pt

O Público.pt arrancou hoje com uma iniciativa muito interessante, orientada para a exploração do multimédia e o envolvimento dos leitores.

O jornal convida-os a enviarem, até 13 de Maio, uma galeria fotográfica, com ou sem áudio, subordinada ao tema “Ensino”. O melhor trabalho, escolhido pelos jornalistas da casa, será publicado no Público.pt. Os pormenores pode ser lidos aqui.

Note-se que as galerias fotográficas, ou slideshows, têm vindo a conquistar terreno nos melhores ciberjornais. Softwares simples de usar, como o Soundslides, vieram dar um empurrão precioso à tendência. Temos visto trabalhos espantosos, nomeadamente slideshows com áudio, ao serviço da narrativa ciberjornalística.

Mais uma iniciativa acertadíssima do Público.pt, portanto.

5.4.07

Convergência no jornalismo

«A convergência reconhece que os consumidores de notícias estão a ganhar mais controlo sobre o processo noticioso. Que a mudança nas forças de controlo das notícias exige mudanças no modo de produzir notícias. Convergência tem a ver com ser suficientemente flexível para fornecer notícias e informação a qualquer um e a toda a gente, em qualquer altura e a toda a hora, em qualquer lugar e às vezes em todo o lado sem abandornar os valores jornalísticos fundamentais. A convergência recentra o jornalismo na sua missão principal – informar o público acerca do mundo da melhor maneira possível e disponível. A convergência tem como objectivo dar escolhas às audiências através da coordenação e cooperação na recolha e apresentação de notícias.»

Janet Kolodzy, Convergence Journalism.

4.4.07

Telegraph de ponta

Pela primeira vez, toda a equipa editorial do Telegraph Media Group, proprietário do Daily Telegraph, trabalha junta, num só piso. No centro desta nova redacção multimédia integrada está uma enorme mesa redonda, onde os editores e cibereditores se reúnem para decidir prioridades.

A redacção tem um ar agradável. Ao fundo, vê-se uma espécie de videowall gigante, que lhe dá um ar sobremaneira "high tech". E, tal como já aqui vimos no Wall Street Journal, o Telegraph tem também um estúdio de televisão, onde são produzidos, por exemplo, vodcasts.

Dominic Ponsford passou um dia nesta moderna redacção e, neste slideshow (com áudio), mostra-nos como foi. Um dia, todas as redacções serão assim?

30.3.07

Saber no Second Life

Espaço de construção de saber, mas também de risco, de experimentação, de descoberta e questionamento de novos "mundos". É isso que a universidade pode, e deve, ser.

O meu colega Paulo Frias trilha precisamente este caminho ao experimentar, no âmbito da disciplina de Hipermédia e Estruturas Narrativas, do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, dar aulas no Second Life. Esta experiência já ultrapassou, como aqui se pode ver, os muros universitários:

27.3.07

Formação dos jornalistas em novos média

A pergunta foi feita a mais de 400 editores de redacções espalhadas pelo mundo: se tivesse de investir em qualidade editorial, que faria em primeiro lugar na redacção? Resposta: apostaria na formação dos jornalistas em novos média (new media skills).

É sintomático que seja esta a prioridade de quem gere as redacções contemporâneas. Mostra, por um lado, que os editores estão atentos. Por outro lado, coloca em relevo um problema, que afecta também as redacções portuguesas: a generalizada falta de formação profissional dos jornalistas na área do multimédia, uma área que, note-se, não espera por ninguém.

Não estará na altura de acordar?

A ler:
New media skills are key to editorial quality, editors' poll finds

26.3.07

Estúdio de vídeo no WSJ.com

Escreve Andy Plesser no Beet.tv que os jornais «têm uma oportunidade única e presente de criarem vídeo online para construir audiências e retorno publicitário.»

É dado o exemplo do Wall Street Journal, diário que tem optado por uma estratégia vincada neste domínio, produzindo clips partilháveis.

Bob Leverone construiu um centro de produção de vídeo em plena redacção do WSJ.com e fez uma visita guiada para o Beet.tv.

22.3.07

JPN no caminho da Web 2.0

Enquanto o ciberjornalismo em Portugal lá vai prosseguindo o seu caminho em marcha lenta meia parada, no mundo universitário vão surgindo algumas experiências e inovações estimulantes.

É o caso do JornalismoPortoNet, o ciberjornal do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, onde lecciono. Ontem, o JPN estreou um novo design e novas funcionalidades: vídeos, sons e fotografias podem agora ser incluídos dentro de uma mesma peça, numa lógica de integração multimédia.

O "novo" JPN, coordenado pelo meu colega Fernando Zamith, aproveita também algumas modalidades da Web 2.0. O utilizador passa a ter a possibilidade de dar notas às notícias, bem como de partilhá-las, através de ferramentas como o Domelhor, Newsvine e Del.icio.us. Cada notícia terá marcadores (tags), o que permite o agrupamento de artigos sobre determinado tema e não apenas por secção.

Alguns responsáveis de órgãos de comunicação social queixam-se, aqui e ali, da falta de ligação entre o mundo empresarial e o mundo académico ligado à comunicação e ao jornalismo. É tempo de se lembrarem que também têm a ganhar se estiverem mais atentos ao que se vai experimentando e desenvolvendo nas universidades. Quanto mais não seja porque o conceito de "investigação e desenvolvimento" continua, em geral, a ser estranho ao vocabulário das empresas jornalísticas.

20.3.07

Bagdad: os cidadãos filmam

Vídeos feitos por "cidadãos-jornalistas" em Bagdad é o que nos propõe a revista online Salon.com, numa série de 35 episódios em que é mostrada a vida, numa perspectiva que não a jornalística profissional, naquela complicada zona de guerra.

Os episódios de Hometown Bagdad, que agora começam a ser mostrados no site, serão depois colocados num canal dedicado no YouTube, num videoblogue e em canais de televisão.


6.3.07

"Egopublishing": os egos publicam-se

O meio "sou eu", "e eu, "e eu" e por aí fora. No Ciberpaís, pode ler-se uma reportagem sobre o egopublishing, um neologismo a juntar às torrentes que a Web tem gerado. Há muitos cibernautas que têm hoje o seu "canal de televisão" ou a sua "rádio" online. E respectivas audiências.

Se fosse vivo, McLuhan teria, talvez, de fazer umas reconsiderações quanto à sua célebre frase "o meio é a mensagem". Talvez mudasse para algo do género: "a mensagem sou eu".