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28.10.07

O telemóvel reporta



Nos recentes incêndios na Califórnia, as imagens recolhidas por telemóvel foram abundantemente mostradas em sítios de média mainstream, como a CNN ou a NBC. A catástrofe foi um momento privilegiado para observar algumas tendências que estão a ganhar terreno no ciberjornalismo.

As fotos e os vídeos de telemóvel, como se sabe, não têm grande qualidade, mas, em situações como esta, servem para captar, com aquele carácter de urgência do momento, o que se passa em pontos muito distintos de uma grande área geográfica. Por isso, ainda que captados por cidadãos, passam a ter "valor noticioso".

No caso destes incêndios, o que mais impressionou foi a quantidade sem precedentes de vídeos captados e disponibilizados em ciberjornais de peso. Algumas empresas, como a NBC, já estão a fazer parcerias com novas empresas, especializadas em partilha de vídeos de telemóvel, como a Veeker, para gerirem os fluxos deste tipo de imagens.

O telemóvel como ferramenta de "reportagem" está aí.


A ler:
Mainstream media se apropriando das tecnologias e das estratégias dos amadores

25.10.07

Vídeo cresce nos jornais

O vídeo é cada vez mais utilizado pelos jornais, em especial os norte-americanos. Andy Dickinson, professor de ciberjonalismo na universidade de Central Lancashire, traduziu em números aquilo que é visível em muitos ciberjornais.

Os jornais diários produzem agora entre 4 e 8 vídeos por semana, enquanto os semanários se ficam, no máximo, pelos 4. A duração média de cada vídeo é de 2-3 minutos. Demora cerca de uma hora a produzir 1 minuto de vídeo.

Os resultados pormenorizados do inquérito online conduzido por Dickinson podem ser vistos aqui.


(dica de Editors Weblog)

20.10.07

Recrutas em Flash

Dois repórteres do St. Louis Post-Dispatch acompanharam, durante nove semanas, um grupo de recrutas do Exército norte-americano. O resultado foi uma reportagem multimédia, produzida em Flash, dividida em seis partes e com uma componente vídeo bastante assinalável.

Trabalhos em Flash, como este Reporting for Duty, que, apesar de interessante, não chega aos calcanhares de outras reportagens multimédia premiadas (MSNBC, Washington Post, etc.), têm vindo a ser produzidos, cada vez mais de forma regular, por jornais norte-americanos.

Mas, tal como pergunta Robert Niles, na Online Journalism Review, até que ponto este formato serve a audiência? Que se aprendeu até agora sobre narrativa jornalística em Flash? Que devem os jornalistas fazer para ajudar a consolidar as normas de produção?

Apesar das muitas questões em aberto, a reportagem multimédia, que experimento com os meus alunos de Ciências da Comunicação desde 2004, é um dos campos mais desafiantes e fascinantes do ciberjornalismo. Infelizmente, os média online portugueses encontram-se ainda praticamente a zero nesta matéria.

18.10.07

A revolução na informação

Michael Wesch, professor de Antropologia Cultural na Kansas State University, colocou no YouTube um vídeo sobre a evolução no modo como nós encontramos, armazenamos, criamos, criticamos e partilhamos informação.

Wesch, de quem já passámos aqui no Travessias Digitais o vídeo Web 2.0... The Machine is Us/ing us, diz que Information R/evolution é um ponto de partida para o debate sobre o futuro próximo e as aptidões necessárias para criar, avaliar e gerir informação de forma correcta.

Por aqui se vê que, dos pesados e lentos arquivos tradicionais às alucinantes buscas no Google, foi um enorme passo, dado à velocidade da luz.

4.10.07

Vídeo: ciberjornais apostam no 'outsourcing'

No que ao vídeo diz respeito, os jornais de peso estão a apostar no outsourcing.

Por exemplo, os vídeos dos sites do Guardian e do Daily Telegraph vão ser geridos pela empresa norte-americana Brightcove, que já tem na sua carteira de clientes o Wall Street Journal e o Washington Post, entre outros.

A ideia é simples: quando os jornais, cuja matéria-prima principal é o texto, não têm meios técnicos ou humanos para gerir um medium que à partida lhes é estranho, contratam quem sabe do assunto. Não custa muito: basta saber definir prioridades e ter capacidade de concretização.

O "player" da Brightcove no Telegraph vai ter este aspecto:

(dica de Beet.tv)

25.9.07

É preciso salvar a Internet?

Nos EUA, o debate está aceso. As grandes empresas de telecomunicações (Comcast, AT&T, etc.) são acusadas de estarem a pôr em perigo a "neutralidade da net", princípio fundamental que garante que todos têm as mesmas oportunidades quando utilizam a rede.

Por isso, grupos de utilizadores, entre os quais figuras públicas de peso, mobilizam-se em campanhas contra esta ameaça. No site Save the Internet, o problema é explicado em pormenor. Este vídeo, bem produzido, dá uma ajuda preciosa:

23.7.07

Boas novidades no chicagotribune.com


O Chicago Tribune, desde sempre na vanguarda do ciberjornalismo, redesenhou o seu site de modo a reforçar a cobertura contínua dos acontecimentos e a componente multimédia. As novidades passam por:

* actualização informativa 24 horas por dia, com monitorização permanente por parte de uma editoria criada para o efeito

* mais leitores de vídeo e câmaras colocadas pela cidade para captar imagens a usar em notícias locais

* galeria de fotos aumentada e optimizada. Os leitores são agora encorajados a enviar as suas fotos pessoais, que serão publicadas no chicagotribune.com

* mais de uma vintena de blogues oferece "comentário em tempo real"

* espaço para comentários para que os leitores possam classificar e discutir as notícias com outros leitores (uma clara assimilação de conceitos da web 2.0)

* opção de personalização “MyNews” para alertas de última hora, resumo das notícias da manhã e actualizações via telemóvel

* Um motor de busca melhorado para encontrar notícias num arquivo que recua até 1852, uma opção sempre muito valiosa em qualquer jornal, mas ainda mais em diários centenários. Se bem gerida, esta opção pode ser altamente rentável para o Chicago Tribune.

O chicagotribune.com tem agora um design como deve ser: limpo, simples, fácil de usar.


(dica de I Want Media)

16.7.07

Um "tour" por Bagdad

Através de seis pequenos vídeos e um mapa interactivo, o washingtonpost.com faz uma visita guiada a algumas zonas complicadas de Bagdad.


27.6.07

Imprensa partilha vídeos

E o vídeo move-se nos pesos pesados da imprensa norte-americana. Primeiro foi o Wall Street Journal. Há dias, o Washington Post. Segue-se o New York Times. Todos eles estão a virar-se para a "fórmula YouTube" de partilha de vídeos.

A partilha de vídeos, como se sabe, explica em boa parte o sucesso do YouTube. A ideia destes jornais passa por aplicar esta fórmula a clips noticiosos. Para o efeito, aliam-se a novas empresas, como é o caso da Brightcove, para que estas tratem de tudo. O resultado é este, publicidade incluída:

12.6.07

Vídeo com boa definição no Washington Post

Tom Kennedy, editor multimédia do Washington Post, explicou à Beet.tv o modo como o diário norte-americano tem vindo a trabalhar com o vídeo. Kennedy refere, entre outras coisas, que o Post trabalha há já dois anos apenas com vídeo de alta definição (HD) e que ainda há muito espaço para a experimentação desta "matéria-prima" em jornais.

Para a cobertura dos assuntos mais importantes do dia, o Post dispõe de seis "vídeo-jornalistas" que filmam, editam e funcionam como "produtores de campo".

7.6.07

Vídeo em alta no World Editors Forum

O vídeo esteve em grande no 14º World Editors Forum, que ontem terminou, em Cape Town, África do Sul.

Cinco oradores, entre os quais Richard Sambrook, director da BBC Global News, falaram sobre as suas previsões, relativas a comunidade, audiências e jornalismo, para o próximo ano. Neste vídeo, onde já podemos ver algumas inovações que o You Tube introduziu na sua interface, ouvimos Rebecca MacKinnon, co-fundadora da Global Voices, defender que o papel dos jornalistas é cada vez mais importante:

21.5.07

Pequena ficção sobre a Web

E, se um dia, a Web, sei lá, 8.0, nos entregasse o jornal em papel através do ecrã do nosso computador?


7.4.07

Citizentube: o cidadão tem a palavra (e o vídeo)

O YouTube abriu, esta semana, uma espécie de speakers' corner, onde qualquer cidadão pode colocar vídeos sobre assuntos políticos.

O Citizentube será «um lugar onde qualquer um, do cidadão ao candidato, tem a mesma oportunidade de ser visto e ouvido».

O novo canal é, assim, mais um pequeno sinal, a juntar a tantos outros, que vão consagrando o cidadão como "rei" do ciberespaço.

(dica de e-Cuaderno)

26.3.07

Estúdio de vídeo no WSJ.com

Escreve Andy Plesser no Beet.tv que os jornais «têm uma oportunidade única e presente de criarem vídeo online para construir audiências e retorno publicitário.»

É dado o exemplo do Wall Street Journal, diário que tem optado por uma estratégia vincada neste domínio, produzindo clips partilháveis.

Bob Leverone construiu um centro de produção de vídeo em plena redacção do WSJ.com e fez uma visita guiada para o Beet.tv.

20.3.07

Bagdad: os cidadãos filmam

Vídeos feitos por "cidadãos-jornalistas" em Bagdad é o que nos propõe a revista online Salon.com, numa série de 35 episódios em que é mostrada a vida, numa perspectiva que não a jornalística profissional, naquela complicada zona de guerra.

Os episódios de Hometown Bagdad, que agora começam a ser mostrados no site, serão depois colocados num canal dedicado no YouTube, num videoblogue e em canais de televisão.


13.3.07

Que diria McLuhan sobre o YouTube?

Há dias, a propósito da ascenção do "egopublishing", escrevia aqui que, «se fosse vivo, McLuhan teria, talvez, de fazer umas reconsiderações quanto à sua célebre frase "o meio é a mensagem". Talvez mudasse para algo do género: "a mensagem sou eu".»

Nem de propósito, encontrei no YouTube um pequeno vídeo cujo título é "Marshall McLuhan on YouTube". Alguém tentou imaginar o que diria este teórico a propósito do fenómeno da partilha de vídeo na Web. Vale pela curiosidade e, em particular, pelo que McLuhan diz quase no final: para a maior parte das pessoas, viver na crista da onda das novas tecnologias é uma experiência aterradora. A maior parte prefere viver um pouco atrás.

10.3.07

Jornais entre o papel e o vídeo

Os jornais, com destaque para os diários, estão numa fase da sua história em que têm de fazer pela vida. Ou seja, têm de reinventar-se de modo a enfrentarem o turbilhão de desafios, sobretudo os colocados pela Internet, que se sucedem em catadupa.

As inovações são quase diárias. Por exemplo, o The Guardian decidiu redesenhar a sua estratégia online, apostando no reforço do fluxo noticioso na Web, oferecendo notícias 24 horas por dia, sete dias por semana, em vez de 16 horas, cinco dias. Porque, como explicam os responsáveis do jornal, os utilizadores da Web esperam ler as notícias no momento em que acontecem. «Se não actualizarmos o nosso site continuamente, os leitores irão para outro lado.» Os 20 princípios que norteiam esta mudança de estratégia podem ser lidos no Jornalismo & Internet.

No New York Times, a aposta é agora no aumento da oferta de conteúdos em vídeo. O mês passado, estreou os "vídeo-obituários", explicados assim: «The idea is to video extensive interviews with all types of notable people while they are still alive with the understanding that everything they say will be embargoed until they die.» Um dos estreeantes desta modalidade foi o colunista Art Buchwald, falecido há cerca de um mês. No seu "vídeo-obituário", registou: «Olá, sou o Art Buchwald e acabei de morrer.» Se achar isto estranho, leia aqui as explicações de Vivian Schiller, manager do NYTimes. com.

O Daily Telegraph
lançou, este mês, um novo serviço de televisão. À hora de almoço, oferece um briefing online sobre negócios.

O tempo do "papel e caneta" nos jornais está, definitivamente, a passar à história.


6.3.07

"Egopublishing": os egos publicam-se

O meio "sou eu", "e eu, "e eu" e por aí fora. No Ciberpaís, pode ler-se uma reportagem sobre o egopublishing, um neologismo a juntar às torrentes que a Web tem gerado. Há muitos cibernautas que têm hoje o seu "canal de televisão" ou a sua "rádio" online. E respectivas audiências.

Se fosse vivo, McLuhan teria, talvez, de fazer umas reconsiderações quanto à sua célebre frase "o meio é a mensagem". Talvez mudasse para algo do género: "a mensagem sou eu".

2.3.07

The Newsroom: uma espécie de "NewsTube"

A Associated Press juntou-se à Voxant para fazer com notícias aquilo que o YouTube está a fazer com todo o tipo de temas: permitir a disseminação "viral" de vídeos em blogues ou sites. O lema da Voxant é: «Fast Forwarding Online News».

Desta parceria empresarial nasceu o projecto de The Newsroom, cujo vídeo de apresentação pode ser visto aqui. Neste site estão agregadas notícias (vídeo, áudio, fotos) da Associated Press e da Reuters, entre outras agências, cujo código pode ser copiado para os nossos blogues. Um exemplo:

27.2.07

Blinkx: sete milhões de horas vídeo

A Blinkx, uma ferramenta de pesquisa de vídeo na Web, tem indexadas sete milhões de horas de vídeo. A empresa acaba de fazer um acordo com o New York Times para indexar todos os vídeos publicados pelo jornal nova-iorquino.

A videowall interactiva que se segue resulta de uma pesquisa feita por "zappa". Resultado: 343 entradas para vídeos (os do YouTube também aparecem) relacionados com este músico norte-americano.