O Público, que no próximo dia 12 nos vai aparecer nos quiosques de cara nova, teve uma boa ideia: resolveu colocar no YouTube (onde cada vez mais está todo o cibermundo...) dois curtos teasers que fazem parte da campanha de marketing para a mudança que se avizinha. Um deles é este:
1.2.07
28.1.07
'Mediamorfose' no Travessias
O meu vestusto blogue generalista, o Travessias, está em plena mediamorfose experimental (o Roger Fidler que me perdoe o exagero...). O texto é cada vez mais acompanhado de fotografia e vídeo, graças à ajuda do YouTube, Google Video e quejandos. Portanto, está a transformar-se num híbrido, algures entre o blogue, o fotoblogue e o videoblogue.
Quando se fala de música ou de cinema, por exemplo, aqueles sites de vídeo têm material fabuloso, recente ou antigo, que pura e simplesmente não "passa" nos nossos canais de televisão. Frank Zappa a gravar em estúdio em 1968? Um excerto do filme Caravaggio, de Derek Jarman? O trailer de Citizen Kane? A Laurie Anderson a contar uma das suas mirabolantes histórias? O Rufus a cantar uma música dos Beatles? O Antony ao vivo num programa de TV em dueto com Boy George? As CocoRosie ao vivo algures nos EUA? Foucault em amena cavaqueira filosófica com Chomsky?
Os canais de televisão tradicionais (generalistas e temáticos, sem excepção) deviam estar mais atentos ao que se está a passar em termos de "televisão" online. Para já, a reacção generalizada parece ser em tudo idêntica à que assistimos em 1995, 1996, quando a Internet começou a instalar-se: desprezo, menorização, desvalorização, etc.. Em geral, os média portugueses estranham muito e entranham pouco. E a muito custo.
Quando se fala de música ou de cinema, por exemplo, aqueles sites de vídeo têm material fabuloso, recente ou antigo, que pura e simplesmente não "passa" nos nossos canais de televisão. Frank Zappa a gravar em estúdio em 1968? Um excerto do filme Caravaggio, de Derek Jarman? O trailer de Citizen Kane? A Laurie Anderson a contar uma das suas mirabolantes histórias? O Rufus a cantar uma música dos Beatles? O Antony ao vivo num programa de TV em dueto com Boy George? As CocoRosie ao vivo algures nos EUA? Foucault em amena cavaqueira filosófica com Chomsky?
Os canais de televisão tradicionais (generalistas e temáticos, sem excepção) deviam estar mais atentos ao que se está a passar em termos de "televisão" online. Para já, a reacção generalizada parece ser em tudo idêntica à que assistimos em 1995, 1996, quando a Internet começou a instalar-se: desprezo, menorização, desvalorização, etc.. Em geral, os média portugueses estranham muito e entranham pouco. E a muito custo.
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24.1.07
Como serão as notícias em 2015?
Robin Sloan e Matt Thompson produziram este filme online, em Flash, para o Museum of Media History. A primeira versão mostrava a «futura história dos media» até 2014. A que se pode ver neste vídeo vai até 2015. Como estará o Google nessa altura? O New York Times ainda existirá em papel? Um interessante exercício de prospectiva, em 8 minutos.
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22.1.07
Adeus Gutenberg
Tem muito que ler, e que ver, o mais recente volume de Nieman Reports. É sobre o impacto da Web e outras tecnologias no jornalismo. Título: Goodbye Gutenberg, que é como quem diz:«Journalism is on a fast-paced, transformative journey, its destination still unknown. That the Web and other media technologies are affecting mightily the practice of journalism is beyond dispute. Less clear is any shared vision of what the future holds. Newsrooms are being hollowed out, and editors who resist such cutbacks are losing their jobs. Digital video cameras and tape recorders replace reporters' notebooks as newspapers—and other news organizations—train staff in multimedia storytelling.»
Vale ainda a pena ver a Newspaper Gallery, com fotos valiosas sobre a imprensa que atravessam todo o século XX.
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19.1.07
Magnum: fotografia multimédia
A fotografia já não é o que era. Passou do rolo, dos líquidos à temperatura certa, da sala escura de luz vermelha, do encanto de ver a imagem surgir devagar no papel brilhante e molhado, para a flexibilidade asséptica e total dos bits.Mas a revolução não se fica por aqui. Prossegue a metamorfose digital. Uma fotografia pode já não ser apenas uma fotografia. Pode ter som de fundo, ruídos, música ambiente, imagens de televisão entrecortadas. Fotografia multimédia?
No site da celebérrima agência Magnum podemos tirar o pulso a estes novos e fascinantes caminhos da fotografia. Por exemplo, vendo o ensaio M*A*S*H Iraq, do fotógrafo Thomas Dworzak.
(dica de MultimediaShooter)
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13.1.07
Jornalismo: o emprego que se segue
Escreve a Mindy McAdams no seu blogue: «If a student in a j-school today thinks it is okay NOT to learn how to make Web pages, NOT to shoot video, NOT to gather audio, NOT to read and write blogs - then that student is not getting a message that is very, very necessary.»
Que é como quem diz, os estudantes de jornalismo, em vez de teimarem em querer preparar-se apenas para o jornalismo do presente (passado?), devem encarar os desafios que o futuro (que já começou há algum tempo...) lhes coloca, sobretudo em termos tecnológicos, leia-se, multimédia.
Aos meus alunos, e não só, recomendo vivamente a leitura do post Getting (and keeping) a job in journalism.
Aos meus alunos, e não só, recomendo vivamente a leitura do post Getting (and keeping) a job in journalism.
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12.1.07
Multimédia na Renascença
As notícias sobre ciberjornalismo nos média nacionais são de tal modo escassas que é de celebrar quando uma consegue ver a luz do dia. É o caso desta: o site da Rádio Renascença começou a apostar no vídeo.Se tivermos em conta o que por esse mundo civilizado fora se faz hoje ao nível do multimédia noticioso, este é um pequeno passo. Mas se olharmos para a pobre evolução dos média online portugueses, que continuam à espera que Godot lhes bata à porta, trata-se de uma iniciativa relevante.
Ainda para mais quando os ciberjornais portugueses revelam uma enorme dificuldade em sair das suas "matérias-primas" originais (texto nos jornais, som na rádio, vídeo nas televisões) para se multimedializarem.
Dizer que fazer isto fica muito caro ou exige enormes "recursos humanos" é falso e apenas mascara a falta de visão e arrojo por parte das empresas jornalísticas. Há pequenos passos que se podem dar com câmaras de vídeo de 500 euros (a Renascença fá-lo, como explica hoje ao Público o chefe de redacção Pedro Leal) ou até usando software fácil e barato para produzir, por exemplo, slideshows de áudio.
Veja-se o caso do Soundslides. Com esta ferramenta, feita sobretudo para jornalistas, fica quase de borla fazer pequenos brilharetes como este.
Ainda para mais quando os ciberjornais portugueses revelam uma enorme dificuldade em sair das suas "matérias-primas" originais (texto nos jornais, som na rádio, vídeo nas televisões) para se multimedializarem.
Dizer que fazer isto fica muito caro ou exige enormes "recursos humanos" é falso e apenas mascara a falta de visão e arrojo por parte das empresas jornalísticas. Há pequenos passos que se podem dar com câmaras de vídeo de 500 euros (a Renascença fá-lo, como explica hoje ao Público o chefe de redacção Pedro Leal) ou até usando software fácil e barato para produzir, por exemplo, slideshows de áudio.
Veja-se o caso do Soundslides. Com esta ferramenta, feita sobretudo para jornalistas, fica quase de borla fazer pequenos brilharetes como este.
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4.1.07
Debate "tonto" está para durar
Robert Niles, editor da Online Journalism Review, abre o novo ano com um convite razoável: vamos acabar para sempre com o debate «mais tonto e destruidor» no jornalismo que é o do "jornalismo mainstream" versus "jornalismo do cidadão" e trabalhar todos para um "melhor jornalismo".
Até aqui, de acordo. Mas, logo a seguir, Niles abre a caixa de Pandora de novo, atirando com uma frase que dá pano para mangas de resmas de debate: «Jornalismo é jornalismo, não importa quem o faz, ou onde.» Vai uma aposta que não é bem assim?
A ler (e debater):
The silliest, and most destructive, debate in journalism
Até aqui, de acordo. Mas, logo a seguir, Niles abre a caixa de Pandora de novo, atirando com uma frase que dá pano para mangas de resmas de debate: «Jornalismo é jornalismo, não importa quem o faz, ou onde.» Vai uma aposta que não é bem assim?
A ler (e debater):
The silliest, and most destructive, debate in journalism
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20.12.06
Show de fotografia no MSNBC.com
É um slide show de se lhe tirar o chapéu. O site MSNBC.com montou com uma selecção das fotos do ano. As imagens são brilhantes. Algumas delas (Bagdad...) são fortes. O conjunto é uma delícia, como fotos da actualidade, desporto, espaço. O leitor é convidado a escolher a melhor.
Tudo parece estar no sítio certo com o ritmo apropriado: o áudio do comentário, as legendas que acompanham as fotos, o design, a montagem (em Flash, claro). Como diria, em conciso inglês, a Mindy McAdams: «Exceptional picture editing. Stunning presentation. Brilliant pacing.»
Nem mais.
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19.12.06
Jornais sociais
Em declarações ao Público, edição de hoje, a propósito da última capa da revista Time, defendo que os media tradicionais devem estar bem atentos ao que se passa na chamada Web 2.0. Títulos de referência, como El Pais e New York Times, por exemplo, dão claros sinais de que não estão à espera que o futuro lhes caia em cima de repente.O New York Times acaba de disponibilizar, em certas notícias, links para agregar o seu conteúdo em alguns sites sociais, como Digg ou Newsvine (dica de Jornalismo & Internet). Desde a última remodelação, ELPAIS.com passou a fazer o mesmo (del.icio.us, Technorati, Digg, etc.).
Por outras palavras: o tempo das "cartas do leitor" já passou à história. A maior parte dos jornais é que ainda não deu por isso.
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18.12.06
14.12.06
Um diamante multimédia
Um fotojornalista andou por África, Índia, Europa e EUA no rasto das rotas dos diamantes. O site noticioso MSNBC.com agarrou nas fotos e montou um "pacote" multimédia, em Flash, digno de ser visto com atenção.
A produção de A Diamond's Journey exigiu: um produtor multimédia sénior, um produtor de interactividade, um designer sénior, um designer de infografia digital, um director de multimédia, um director de interactividade, e um director de arte.
Ali para os lados do MSNBC.com não se brinca em serviço.
Ali para os lados do MSNBC.com não se brinca em serviço.
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12.12.06
A imprensa digital que se segue
A edição de 2007 do Livro Branco da Imprensa Diária espanhola foi apresentada, ontem, em Madrid. O professor universitário Ramón Salaverría escreveu um dos capítulos. Logo a abrir, faz uma síntese, com a qual concordo inteiramente, dos tempos que correm:
«Os diários aproximam-se da mudança mais importante da sua história: o momento em que o papel, acossado por novas formas de consumo informativo de uma nova geração de leitores, deverá dar o lugar ao suporte digital. Isto não significará necessariamente que os diários de papel desapareçam, mas sim que percam a sua actual hegemonia editorial e publicitária a favor de novas modalidades de publicação digital difundidas através da Internet e de outras redes móveis. Em consequência, poucas questões são tão prioritárias para os diários como preparar-se adequadamente para essa mudança de modelo. Apesar disso, cumprida já mais de uma década desde que os primeiros jornais irromperam na Internet, os diários titubeiam ainda na hora de encarar as suas operações editoriais na rede.»
Os directores dos jornais portugueses, e não só, talvez não perdessem nada se, nos próximos tempos, pusessem este Livro Branco no topo das prioridades de leitura.
Os directores dos jornais portugueses, e não só, talvez não perdessem nada se, nos próximos tempos, pusessem este Livro Branco no topo das prioridades de leitura.
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4.12.06
Seres digitais
Nada que surpreenda por aí além: os meios de comunicação digitais já são os mais utilizados entre a população mundial, que lhes dedicam mais horas semanais que à televisão, à rádio, aos jornais ou ao cinema.
Segundo o estudo Digital life 2006, da União Internacional de Telecomunicações, as comunicações são cada vez «mais digitais, mais móveis e mais largas».
Também não surpreende que sejam os jovens com menos de 18 anos os que mais se agarram aos média digitais em detrimento dos "analógicos", leia-se, televisão, rádio, jornais, etc..
É exactamente por aqui que o desenho da estratégia dos média deve começar. Sob pena de os raios catódicos, o papel, as ondas hertzianas ou o grande ecrã passarem num ápice à condição ingrata de irrelevância.
Aquele "velho" conceito de mediamorfose, de Roger Fidler, faz cada vez mais sentido.
Também não surpreende que sejam os jovens com menos de 18 anos os que mais se agarram aos média digitais em detrimento dos "analógicos", leia-se, televisão, rádio, jornais, etc..
É exactamente por aqui que o desenho da estratégia dos média deve começar. Sob pena de os raios catódicos, o papel, as ondas hertzianas ou o grande ecrã passarem num ápice à condição ingrata de irrelevância.
Aquele "velho" conceito de mediamorfose, de Roger Fidler, faz cada vez mais sentido.
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1.12.06
Desinvestigação jornalística
Felícia Cabrita, na SIC Notícias: nos EUA, um jornalista de investigação pode passar um ano atrás de uma estória: em Portugal, ao fim de três/quatro meses começam a chamar-lhe «calaceiro».
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