O tampabay.com montou uma pequena narrativa multimédia especial sobre os 40 anos de um dos mais fabulosos álbuns da era rock: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Vale a pena navegar.
25.5.07
22.5.07
O segredo está nos leitores
Embora em Portugal pouco se note, temos, nos últimos meses, assistido a uma onda de redesenho de sites jornalísticos. São, por vezes, mudanças radicais e de risco, mas que valem a pena. Ainda há pouco, o Guardian Unlimited nos provou isso mesmo.
Nos Estados Unidos, USATODAY.com, latimes.com, e washingtonpost.com estão entre os que operaram mudanças. A E&P falou com editores destes ciberjornais e reteve uma ideia principal: o redesenho dos sites foi um processo contínuo em que as alterações foram sobretudo baseadas nas opiniões dadas pelos leitores. O processo resultou, portanto, de uma conversação, algo inédito no percurso daqueles diários.
Ora, aqui está algo que os responsáveis pela recente operação plástica no site da Lusa deveriam ter feito.
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21.5.07
Pequena ficção sobre a Web
E, se um dia, a Web, sei lá, 8.0, nos entregasse o jornal em papel através do ecrã do nosso computador?
(dica de Relatos e Registos)
Lusa: também gostava de ver a factura...
O "novo" site da agência Lusa tem um aspecto deprimente. Logo no primeiro impacto. Há ciberjornais escolares muitíssimo mais audazes e bem feitos. Não se percebe, de facto, como foram gastos 1,5 milhões de euros para chegar a isto. Dá vontade de parafrasear o Paulo Querido: «desculpem, posso ver a factura?».
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17.5.07
Mudanças no papel dos jornalistas
Suw Charman, jornalista e especialista em média sociais, tem uma opinião algo radical sobre a mudança do papel do jornalista face à emergência de um mundo onde toda a gente pode publicar: o papel histórico de gatekeeper, desempenhado até agora por jornalistas profissionais, está «obsoleto». Mas as novas tecnologias e a crescente participação cívica, diz, estão a criar novas oportunidades para os média mainstream.
Charman destaca três mudanças-chave em curso: jornalismo de investigação tradicional tornado mais transparente pela publicação de pesquisa e referências; recolha fiável de hiperligações e elaboração informada de uma síntese das estórias; trabalho com a comunidade de forma a ajudar as pessoas a publicar estórias importantes para elas.
A ler:
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11.5.07
Novo Guardian resulta
De um ponto de vista estético, de design e de usabilidade, o novo Guardian Unlimited é, a todos os títulos, admirável. Ou de como dominar a arte de fazer mudanças acertadas no ciberjornalismo de hoje.
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9.5.07
Ciberjornalismo começa a dar frutos
A tendência parece estar a consolidar-se, pelo menos nos Estados Unidos: o número de leitores de ciberjornais está a aumentar a olhos vistos.
Segundo um estudo recente da Newspaper Association of America (NAA), no primeiro quadrimestre deste ano 59 milhões de pessoas visitaram o site de um jornal pelo menos uma vez por mês, um aumento de 5.3% no espaço de um ano. A audiência dos ciberjornais tem crescido a um ritmo que é o dobro da audiência da Internet no geral. O estudo revela ainda que os visitantes de sites de jornais têm rendimentos elevados e são mais propensos a fazerem compras online do que outros utilizadores da Internet.
John F. Sturm, presidente da NAA, interpreta deste modo os resultados do estudo:
“The fact that the newspaper Web site audience is growing at almost double the rate of the Internet audience as a whole validates the industry’s investment in digital innovation, and the ongoing attraction consumers have to newspapers online”. “Newspaper publishers have aggressively transformed their business models, continually providing ground-breaking content to consumers with their expanding digital portfolios.”
Por outras palavras, o investimento na inovação jornalística online começa a dar os seus frutos. Já não era sem tempo.
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3.5.07
Jornais, anos 40
É um mini-documentário de dez minutos que vale o seu peso em ouro histórico e jornalístico. Como funcionava um jornal nos anos 40? Como se dividiam as secções? Como trabalhavam os repórteres no terreno, todos vestidos à Humphrey Bogart? Em que secções eram colocadas as mulheres jornalistas? Como era usada a informação das agências? Como eram impressos os jornais?
E depois vemos a impressão a chumbo, as linotypes, as velhinhas e românticas máquinas de escrever, imagens que nos remetem logo para "Citizen Kane: O Mundo a Seus Pés", de Orson Welles, um filme contemporâneo deste mini-documentário.
No final, o narrador deixa uma frase lapidar: «Se não gostar de escrever, você não será feliz no jornalismo.» Lindo.
(dica de Jornalismo & Internet)
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28.4.07
O Público agradece
Se compararmos as primeiras páginas de hoje do Público e do DN, há uma dúvida que se dissipa: o DN abandonou, em definitivo, o campeonato dos jornais de referência, onde as notícias de cultura têm um peso assinalável. O Público rasga, e bem, a primeira página com uma belíssima foto de Rostropovich, falecido ontem, aos 80 anos. Era considerado o maior violoncelista da segunda metade do século XX e distinguiu-se pelo combate aos duros regimes soviéticos, ao lado de Soljenitsine ou Sakharov.
Para o DN, nada disto contou. Não se encontra uma única ou ínfima referência à morte de Rostropovich na primeira. Mas temos, em grande destaque, uma foto do voo sem gravidade de Stephen Hawking para compensar... A "popularização" do DN está em curso, portanto.
O Público, naturalmente, agradece.
O Público, naturalmente, agradece.
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27.4.07
Lebres e tartarugas no ciberjornalismo
Morreu hoje um dos maiores violoncelistas de sempre, Mstislav Rostropovich. São 11.30. Como estamos em termos de capacidade de resposta nas edições online dos principais diários portugueses?
O Público.pt já deu uma "última" com dois parágrafos. O Correio da Manhã, vá lá, deu quatro. Para o DN e o JN não se passa absolutamente nada (até a Wikipédia já deu a "notícia"...).
Espreitemos agora o que dá o ELPAIS.com: notícia com foto destacada no topo da página; um dossiê com "tudo sobre Rostropovich"; possibilidade de se ouvir trechos de música; fotogaleria.
O Público.pt já deu uma "última" com dois parágrafos. O Correio da Manhã, vá lá, deu quatro. Para o DN e o JN não se passa absolutamente nada (até a Wikipédia já deu a "notícia"...).
Espreitemos agora o que dá o ELPAIS.com: notícia com foto destacada no topo da página; um dossiê com "tudo sobre Rostropovich"; possibilidade de se ouvir trechos de música; fotogaleria.
Estamos mal.
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Guantánamo às escuras
Eis uma preocupação que qualquer democrata amante da liberdade de informação partilhará com Juan Antonio Giner:
«The Guantanamo news blackout continues. The New York Times is trying to cover this hot issue, but this is a hard job. Somebody has to find a way to tell us what’s going on there. And sooner, rather than later. Freedom of information is at stake in this corner of the U.S. military base in Cuba.»
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The New York Times
26.4.07
Leitura de ciberjornais cresce nos EUA
Do outro lado do Atlântico, chegam notícias animadoras para o ciberjornalismo: mais de 59 milhões de norte-americanos visitaram diários digitais durante o primeiro quadrimestre de 2007, um crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a Newspaper Association of America, citada pela Editor & Publisher, trata-se de um novo recorde. O tempo de leitura de notícias online também aumentou 11,5 %, para uma média de 45 minutos por mês.
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23.4.07
Jornalismo hiperlocal avança
Muitos cidadãos por esse mundo fora acham que os média mainstream passam ao lado das suas realidades mais próximas e imediatas: a minha cidade, a minha freguesia, o meu bairro. Vai daí, alguns metem mãos à obra e criam sites, nomeadamente blogues, onde tratam de colmatar "jornalisticamente" essas lacunas. Chamam-lhe "jornalismo hiperlocal".
Jornais mais atentos já perceberam o enorme potencial desta hiperlocalidade. E estão a tratar de se porem em dia. Veja-se os casos recentes do gigante Chicago Tribune (desde sempre atento e inovador no que ao ciberjornalismo diz respeito) e do Dallas Morning News: criaram espaços nos seus ciberjornais para os leitores fazerem "jornalismo hiperlocal". O TribLocal.com, no primeiro caso, e o NeighborsGo, no segundo.
O termo "hiperlocal" é cada vez mais usado para definir a cobertura noticiosa de acontecimentos que têm lugar ao nível das comunidades e que são em geral ignorados pelos grandes órgãos de comunicação social. Mais uma tendência a seguir com atenção.
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19.4.07
"Eu jornalista" no ELPAIS.com
O ELPAIS.com acaba de dar mais um grande passo "interactivo", com a criação do espaço para as "notícias" dos leitores. Chama-se Yo periodista e é apresentado assim:«Ayúdanos a construir ELPAIS.com. Si has sido testigo de alguna noticia, envíanosla y nosotros la publicamos. Puedes mandarnos textos, fotos, vídeos o documentos. Ahora los lectores de ELPAIS.com se convierten en periodistas.»
Descontando a simplificação que esta última frase encerra, Yo periodista é, naturalmente, uma boa ideia, em sintonia com a entronização galopante do cidadão como agente participante do processo jornalístico, online e não só, como se acaba de ver com o caso do massacre na Virgínia.
Por outro lado, o ELPAIS.com mostra, com mais esta iniciativa, continuar atento e, sobretudo, aberto à inovação. Ainda recentemente, o ciberjornal espanhol abriu um quiosque e criou um "correspondente" no Second Life.
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17.4.07
Jornalistas: convergentes e multimédia
Certos anúncios de emprego recentes indicam-nos que o perfil do jornalista será, num futuro próximo, bem diferente do actual. E, como quase sempre, são as empresas do sector a moldar esse perfil à medida das suas necessidades e ao ritmo dos avanços tecnológicos.
Mindy McAdams encontrou, no site de anúncios JournalismJobs.com, 131 anúncios de emprego na área do ciberjornalismo nos EUA. Entre eles, estão estes três, que ilustram bem para que lado sopram os ventos da mudança. Duas palavras-chave aqui a reter: convergência, multimédia.
«KGTV, the ABC affiliate in San Diego, is looking for a "convergence manager" to work with "the news director and Web managing editor to improve the quality and relevance of coverage on air, online and on mobile, and to increase new media skills and participation in the newsroom."
National Public Radio (NPR.org) is looking for "a creative video producer and filmmaker" who will "help develop the stories and strategy that translate NPR's signature style of in-depth storytelling and journalism to a new medium.... Requires five years television and/or professional video experience in a news or documentary setting."
The New York Times online needs "a journalist with a portfolio of long-form audio storytelling" who will produce multimedia for both news and features sections. Experience: At least three years producing audio features "for broadcast on air or on the Web."»
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