23.7.07

Boas novidades no chicagotribune.com


O Chicago Tribune, desde sempre na vanguarda do ciberjornalismo, redesenhou o seu site de modo a reforçar a cobertura contínua dos acontecimentos e a componente multimédia. As novidades passam por:

* actualização informativa 24 horas por dia, com monitorização permanente por parte de uma editoria criada para o efeito

* mais leitores de vídeo e câmaras colocadas pela cidade para captar imagens a usar em notícias locais

* galeria de fotos aumentada e optimizada. Os leitores são agora encorajados a enviar as suas fotos pessoais, que serão publicadas no chicagotribune.com

* mais de uma vintena de blogues oferece "comentário em tempo real"

* espaço para comentários para que os leitores possam classificar e discutir as notícias com outros leitores (uma clara assimilação de conceitos da web 2.0)

* opção de personalização “MyNews” para alertas de última hora, resumo das notícias da manhã e actualizações via telemóvel

* Um motor de busca melhorado para encontrar notícias num arquivo que recua até 1852, uma opção sempre muito valiosa em qualquer jornal, mas ainda mais em diários centenários. Se bem gerida, esta opção pode ser altamente rentável para o Chicago Tribune.

O chicagotribune.com tem agora um design como deve ser: limpo, simples, fácil de usar.


(dica de I Want Media)

17.7.07

Quanto mais informação, menos política

Quanto mais os norte-americanos têm acesso a fluxos ininterruptos de informação, mais se mostram alheados das questões políticas.

Este efeito paradoxal é objecto de análise num interessante artigo, publicado no Washington Post, por Markus Prior, professor de política na Princeton University's Woodrow Wilson School.

O ponto de partida do professor e autor do livro Post-Broadcast Democracy: How Media Choice Increases Inequality in Political Involvement and Polarizes Elections é este:

«Greater access to media, ironically, has reduced the share of Americans who are politically informed. The most significant effect of more media choice is not the wider dissemination of political news but mounting inequality in political involvement. Some people follow news more closely than in the past, but many others avoid it altogether.»

(dica de Editors Weblog)

16.7.07

Um "tour" por Bagdad

Através de seis pequenos vídeos e um mapa interactivo, o washingtonpost.com faz uma visita guiada a algumas zonas complicadas de Bagdad.


14.7.07

O Guardian foi à guerra

No Guardian Unlimited, um trabalho magnífico de reportagem multimédia (em Flash), com incidência no vídeo, mostra-nos o resultado de dois meses que o fotógrafo e realizador do Guardian Sean Smith passou com tropas norte-americanas em Bagdad. O trabalho expõe a exaustão e desilusão dos soldados.

4.7.07

Paris Hilton a abrir? Passa-me aí o isqueiro...

Gostei de ver a "pivot" da MSNBC (canal por cabo) Mika Brzezinski partir a louça toda, em directo, em protesto contra o facto de os seus editores terem escolhido como tema de abertura a saída da "socialite" Paris Hilton da prisão. Momento único, infelizmente raro, na miserável televisão dos nossos dias:

3.7.07

A relevância do jornalismo

«Em suma, há poucas dúvidas de que a convergência e os novos media desafiam as noções tradicionais de jornalismo de várias maneiras, mas ao mesmo tempo sublinham a relevância do jornalismo profissional num ambiente sobrecarregado de informação.»

Konstantinos Saltzis,
'News production in the age of convergence: a study on the changing practices and role of journalists’, in revista Tripodos (extra 2007)

30.6.07

Telegraph de ponta II

Depois do slideshow, podemos agora ver o vídeo sobre a integração multimédia no Daily Telegraph. Foi produzido pelo Innovation International Media Consulting Group e apresentado no recente World Newspaper Congress, na Cidade do Cabo.

A palavra-chave aqui é integração:

27.6.07

Imprensa partilha vídeos

E o vídeo move-se nos pesos pesados da imprensa norte-americana. Primeiro foi o Wall Street Journal. Há dias, o Washington Post. Segue-se o New York Times. Todos eles estão a virar-se para a "fórmula YouTube" de partilha de vídeos.

A partilha de vídeos, como se sabe, explica em boa parte o sucesso do YouTube. A ideia destes jornais passa por aplicar esta fórmula a clips noticiosos. Para o efeito, aliam-se a novas empresas, como é o caso da Brightcove, para que estas tratem de tudo. O resultado é este, publicidade incluída:

16.6.07

Uma possível revolução dos média

Como estaremos em 2050 no que aos média diz respeito? A empresa italiana Casaleggio Associati decidiu, na esteira de trabalhos prospectivos como o Epic 2015, imaginar o futuro da "revolução dos média". E, se um dia, a Google comprasse a Microsoft?

15.6.07

Comunidade no ELPAIS.com

O ELPAIS.com abriu uma área para os leitores poderem criar os seus blogues. A ideia está longe de ser nova. Mas o interessante aqui é o modo como o ciberjornal apresenta o novo espaço, La Comunidad:

«La dirección de la página será: http://lacomunidad.elpais.com/nombre-del-blog y permitirá al internauta tener un lugar donde escribir, mostrar sus fotos, vídeos y audios. Los usuarios con página o blog en elpais.com podrán formar sus propias comunidades, abiertas a personas, grupos y asociaciones. El único límite está en escribir con respeto y no usurpar la identidad de otros.»

12.6.07

Vídeo com boa definição no Washington Post

Tom Kennedy, editor multimédia do Washington Post, explicou à Beet.tv o modo como o diário norte-americano tem vindo a trabalhar com o vídeo. Kennedy refere, entre outras coisas, que o Post trabalha há já dois anos apenas com vídeo de alta definição (HD) e que ainda há muito espaço para a experimentação desta "matéria-prima" em jornais.

Para a cobertura dos assuntos mais importantes do dia, o Post dispõe de seis "vídeo-jornalistas" que filmam, editam e funcionam como "produtores de campo".

8.6.07

Retratos do planeta

O projecto chama-se 6 Bilion Others e começou em 2003. A ideia do seu mentor, Yann Arthus-Bertrand, é, através da recolha de depoimentos de pessoas nos quatro cantos do mundo, «criar um sensível e humano retrato dos habitantes do planeta».

A seis mil pessoas de 65 países são feitas perguntas como: que é a felicidade? Que lições podemos tirar das dificuldades da vida? Qual o significado da vida?

A ideia, só por si, é fabulosa. Mas a concretização é igualmente fantástica, também do ponto de vista técnico e de narrativa (em Flash). Escreve a Mindy McAdams, no Teaching Online Journalism, que este trabalho está destinado a tornar-se num clássico do ciberjornalismo. Assino por baixo.

Ouçamos então um pouco melhor o que o nosso planeta nos tem para contar.

7.6.07

Vídeo em alta no World Editors Forum

O vídeo esteve em grande no 14º World Editors Forum, que ontem terminou, em Cape Town, África do Sul.

Cinco oradores, entre os quais Richard Sambrook, director da BBC Global News, falaram sobre as suas previsões, relativas a comunidade, audiências e jornalismo, para o próximo ano. Neste vídeo, onde já podemos ver algumas inovações que o You Tube introduziu na sua interface, ouvimos Rebecca MacKinnon, co-fundadora da Global Voices, defender que o papel dos jornalistas é cada vez mais importante:

6.6.07

Lavanguardia.es melhora

O Lavanguardia.es volta a mudar de face apenas um ano após o último redesenho. Está melhor, mas ainda longe do nível de um Elpais.com, por exemplo.

Notas mais positivas: a aposta na interactividade com os leitores e a incorporação de vídeos nas notícias.


(dica de e-periodistas)

5.6.07

A globalização do jornalismo na Web

Para ler, na Journalism, um estudo transatlântico (EUA, Reino Unido) sobre sites noticiosos e os seus leitores internacionais. A globalização do jornalismo online foi o título escolhido por Neil Thurman, da City University, para este artigo:

«Some British news websites are attracting larger audiences than their American competitors in US regional and national markets. At the British news websites studied, Americans made up an average of 36 per cent of the total audience with up to another 39 per cent of readers from countries other than the USA. Visibility on portals like the Drudge Report and on indexes such as Google News brings considerable international traffic but is partly dependent on particular genres of story and fast publication times. Few news websites are willing to disclose breakdowns of their large numbers of international readers fearing a negative reaction from domestic advertisers. Some see little value in international readers — some of whom read 3 to 4 times fewer pages than their domestic counterparts. Others are actively selling advertising targeted at their international audience and even claiming their presence is beginning to change their news agenda.»