24.8.08

CNN liberta vídeos a pensar nas redes sociais


A CNN.com também já permite o embebimento dos seus vídeos em blogues ou sites. E a piscadela de olho às redes sociais é assumida sem rodeios por este gigante da comunicação: «We’ve also added a share feature to allow you to share videos on your favorite social networking sites like Facebook and MySpace.»

«Espalhem a notícia» parece ser, cada vez mais, o lema dos média noticiosos online. A CNN junta-se assim, neste particular, a outros média mainstream referidos no Travessias Digitais, como o MSNBC, a Reuters, o Wall Street Journal e o Washington Post.


A ler:
Behind the scenes

21.8.08

Le Monde partilha cartoons

A par de outros, os célebres cartoons de Plantu, do Le Monde, podem agora ser vistos em qualquer blogue ou site: o Le Monde.fr permite a cópia do código (embed) de um ecrã em que nos são mostrados os desenhos em sequência, tipo slideshow, com a opção de ecrã inteiro.

Tendo em conta o perfil do diário francês, este é um passo que pode ser considerado arrojado. O bom resultado é este:




6.8.08

SIC Online estreia "Widget"

A SIC Online estreia, amanhã, o Widget SIC. Trata-se de uma aplicação que permite ao utilizador ter acesso directo a notícias, vídeos e mesmo a emissão em directo sem ter de aceder ao site da estação de Carnaxide.

A "plataforma de conteúdos" pode ser instalada no ambiente de trabalho do computador, adicionada a um blogue ou exportada para redes sociais.

A ideia é, segundo Pedro Soares, director da SIC Online, estar mais próximos dos utilizadores: «O objectivo é ir de encontro aos utilizadores em vez de serem eles a procurarem a SIC.” (Media & Publicidade). O novo Widget «terá uma forte componente viral, com a possibilidade de envio a outros utilizadores de forma intuitiva».

Ou seja, a SIC Online não quer perder o comboio da Web 2.0.


A ler:
A SIC no Travessias Digitais

31.7.08

Congresso de Ciberjornalismo: lista de comunicações

Já é conhecida a lista de comunicações a apresentar no I Congresso Internacional de Ciberjornalismo, nos dias 11 e 12 de Dezembro de 2008, na Universidade do Porto.

Para além dos portugueses, entre os participantes contam-se também docentes e investigadores ingleses, alemães, espanhóis, brasileiros e chilenos. Os títulos das comunicações e respectivos autores podem ser lidos no sítio do Observatório do Ciberjornalismo (ObCiber).

10.7.08

Quem é verdadeiramente jornalista?

É, no mínimo, reconfortante começar a ler um livro sobre ética e ciberjornalismo e verificar que há quem, no meio de transformações tão bruscas, imprevisíveis e radicais que afectam o jornalismo, não perca de vista o essencial:

«A questão mais profunda, e uma que é central neste livro, é esta: Quem é verdadeiramente jornalista? Nós pensamos que a ética fornece o ponto crucial da resposta. Na nossa sociedade, um jornalista é alguém cujo primeiro objectivo é providenciar a informação de que cidadãos de uma democracia necessitam para serem livres e auto-governados: alguém que age de acordo com um firme compromisso com o equilíbrio, justeza, auto-domínio, e serviço; alguém em quem os membros do público possam confiar para os ajudar a entender o mundo e a tomar decisões razoáveis sobre as coisas que importam. No aberto, participativo, e gloriosamente estridente mundo online, são estes princípios abrangentes - e os modos concretos como são colocados em prática no dia-a-dia, por jornalistas individuais em todo o mundo - que estão a definir o jornalista e a determinar o futuro.» (Cecilia Friend e Jane B. Singer, Online Journalism Ethics: Traditions and Transitions).

Questões como estas são absolutamente centrais para a formação profissional e ética dos ciberjornalistas, uma vez que o meio onde operam, a Web, tende, frequentemente (por muitos e variados motivos), a desviá-los para práticas acessórias e prioridades irrelevantes.

3.7.08

Cinco ciberjornais de topo

O World Editors Forum pediu a cinco proeminentes designers de jornais para escolherem os cinco ciberjornais mais bem desenhados. O resultado foi este:

  1. ELPAÍS.com (Espanha)
  2. guardian.co.uk (Reino Unido)
  3. globeandmail.com (Canadá)
  4. 24sata.hr (Croácia)
  5. Times Online (Reino Unido)

Os dois primeiros são escolhas bastante acertadas, mas o Times Online, do meu ponto de vista, devia estar aí uns dois furos acima.

O mesmo painel de designers foi também convidado a eleger os dez jornais mais bem desenhados. O português Expresso é um dos escolhidos:

  • The Guardian (Reino Unido)
  • Politiken (Dinamarca)
  • Bergens Tidende (Noruega)
  • St Petersburg Times (Estados Unidos)
  • Eleftheros Typos (Grécia)
  • De Morgen (Bélgica)
  • elEconomista (Espanha)
  • Excelsior (México)
  • Expresso (Portugal)
  • Äripäev (Estónia)

Estes resultados estão incluídos num capítulo sobre a "fusão" impresso-online, tendência-chave examinada no Trends in Newsroom 2008.

23.6.08

Reportagem multimédia no JN

O JN fez ontem uma experiência interessante: publicou, com destaque, na edição em papel, uma reportagem sobre esteróides anabolisantes usados por utentes de ginásios. Ao mesmo tempo, produziu um pequeno "pacote" multimédia sobre o assunto para o site.

A reportagem do papel adaptada ao formato multimédia na Web permite-nos ler excertos curtos de texto e ver, em vídeo, algumas das fontes utilizadas.

Ora, não é todos os dias que nos podemos dar ao luxo de ver, em ciberjornais portugueses, reportagens multimédia (ainda que muito elementares), com direito a ficha técnica e tudo. Venham daí mais e melhores trabalhos destes, pois há muito que fazem falta no nosso panorama ciberjornalístico.


A ver:
Esteróides sem controlo

A ler:
JN dá salto na rede
Ciberjornalismo e Narrativa Hipermédia

16.6.08

A caminho da "redacção transparente" ?

«Nós convidamos o público, os cidadãos, a entrar na redacção, nas nossas conversas e até no nossos processos de tomada de decisão». Assim resume Steve Smith, editor do Spokesman-Review, diário publicado em Washington, o conceito de «redacção transparente» (que contropõe à tradicional «redacção fortaleza») implementado no seu jornal.

As pessoas querem fazer parte da conversa. Muitos jornais sabem-no há muito, mas sentem dificuldades em levar esse tipo de participação à prática, pois obriga a algumas mudanças drásticas. A começar pela que envolve a mentalidade dos jornalistas.

Este pequeno vídeo foi apresentado durante a recente reunião da World Association of Newspapers, em Gotemburgo, e ilustra uma postura que, creio, vai encontrar muitas resistências nas redacções por esse mundo fora.

13.6.08

Os primeiros prémios de ciberjornalismo

Finalmente, vamos ter prémios de ciberjornalismo em Portugal.

Promovidos pelo recém-criado ObCiber - Observatório do Ciberjornalismo, «visam reconhecer, anualmente, o que de melhor é produzido em Portugal nesta área.»

Há seis categorias a que os sites noticiosos portugueses podem candidatar trabalhos: Excelência Geral em Ciberjornalismo, “Breaking News”, Reportagem Multimédia, Videojornalismo Online, Infografia Digital e Ciberjornalismo Académico.

Os vencedores serão anunciados no decorrer do I Congresso Internacional de Ciberjornalismo, marcado para 11 e 12 de Dezembro próximo, na Universidade do Porto.

O regulamento e a ficha de inscrição podem ser lidos no site do ObCiber.

6.6.08

O New York Times é móvel

Michael Zimbalist, chefe do departamento de Investigação & Desenvolvimento da empresa proprietária do New York Times, falou à Beet.Tv sobre a aposta decidida do jornal em tudo o que é móvel, área em que as visitas têm vindo a disparar.

Zimbalist mostra-se especialmente interessado nas dinâmicas que se podem estabelecer entre o móvel e o jornal impresso, que poderá tornar-se numa espécie de digest de todo o tipo de conteúdos digitais disponíveis.

Passo ainda mais arrojado: o New York Times já está trabalhar na adaptação do jornal à chamada Web semântica sonhada por Berners-Lee. A ideia é produzir cada vez mais "conteúdo inteligente", enriquecido com todo o tipo de metadados (fotográficos, geográficos, etc.).

31.5.08

JN dá salto na rede

O JN aproveitou a passagem dos seus 120 anos para dar um salto qualitativo na edição online, que conhecia, há prolongados anos, uma estagnação confrangedora, só superada pelo estado comatoso do site do DN.


A melhoria mais notória revela-se no grafismo, fresco, simples, legível, mas também ao nível da incorporação de ferramentas de uso social (partilhar, comentar, participar). Nota-se, aqui e ali, a procura de inspiração no ELPAÍS.com (disposição a três colunas, títulos com corpo diferenciado, etc.), embora fique bastante aquém do apuro estético do diário espanhol. A tira Multimédia, onde passam galerias, vídeo, áudio e infografias, é parecida com as do washingtonpost.com. E resulta.

Ainda assim, há muito a fazer para melhorar a apresentação. Por exemplo, as notícias das diferentes secções aparecem "a seco", sem qualquer foto ou ilustração.

Há já algum tempo que uma equipa reforçada trabalhava nesta mudança. O JN Online conta hoje com cinco elementos a tempo inteiro. Não é muito, longe disso, nem vai dar para fazer grandes milagres, sobretudo no que à produção de última hora ou ao multimédia diz respeito. Mas, tendo em conta o deprimente panorama ciberjornalístico nacional, menos mal. Registe-se o avanço.

A recente mudança na TSF Online, também do grupo Controlinveste, parece ter sido menos ambiciosa, e não tão bem conseguida, quer ao nível gráfico, quer no atinente à inovação. E o DN lá continua, sozinho no ciberespaço, à espera de Godot.


A ler:
Novo JN Online: Salto para o futuro

29.5.08

Os "mojos" estão a crescer

Já toda a gente percebeu que o futuro é móvel. O problema é que este futuro chega cada vez mais cedo e tem agora por hábito nem sequer bater à porta das redacções. Nos EUA, uma tendência ganha peso: os jornais contratam cada vez mais "mojos" (contracção de mobile journalists).

Joe Strupp, em artigo escrito na Editor & Publisher, resume assim as coisas: à medida que a tecnologia oferece maneiras cada vez mais fáceis de recolher som e imagem, os editores estão a chegar à conclusão de que equipar os seus repórteres com kits de tecnologia necessária para trabalhar à distância e a mandá-los para o terreno é uma opção atractiva (e sobremaneira aconselhável, acrescentaria, uma vez que um dos "pecados" do actual jornalismo/ciberjornalismo é precisamente a sedentarização dos jornalistas nas redacções).

Há um diário que está mesmo a pensar em tornar todos os seus repórteres e fotojornalistas "mojos" ainda este ano. Um "mojo" passa a maior parte do tempo no exterior, gravando, filmando, escrevendo. Alguns não chegam sequer a passar pelas suas redacções.

Agora, estas opções têm os seus custos. Entre eles, os financeiros propriamente ditos: um kit móvel inclui pelo menos computador portátil, câmara de vídeo, telemóvel, gravador de áudio e outros acessórios. E nem todos (longe disso) os jornalistas estão preparados para saber lidar, no terreno e em tempo útil, com esta parafernália.

É de esperar que o "mojo" avance e recue, seja experimentado e abandonado, em maior ou menor grau, consoante os países, os mercados e a envergadura das empresas jornalísticas. Mas estas dificilmente se poderão manter imóveis num mundo de gente (sobretudo a mais nova) cada vez mais móvel.


A ler:
Get Your 'MoJos' Working: The End of the Newsroom As We Know It?
Jornalismo móvel impacta redacções americanas

24.5.08

A Internet vista pelo psiquiatra

«A Internet é um espaço ilimitado, no qual se despeja tudo e do qual nunca se tira nada: é o despejo dos dados, uma acumulação de coisas desordenadas e, nesta altura, pautada por uma tal abundância excessiva que uma pessoa se cansa à procura do que precisa, sobretudo se essa pessoa não tiver uma preparação e uma cultura capazes de a ajudarem a discernir o que é bom do simples lixo. Mas, antes do problema da qualidade, põe-se o problema da quantidade, uma espécie de bulimia de dados, de notícias a inserir e a fazer existir.»

Vittorino Andreoli, in O Mundo Digital

(dica de Naná)

20.5.08

Dilemas dos jornais na era digital

Hank Wilson, director de arte do Daily Press, um jornal da Virgínia, produziu um pequeno vídeo sobre o declínio dos jornais de papel nos EUA e o crescimento dos ciberjornais, que têm visto as suas audiências subir. Que significa isto? Que fazer perante este cenário? Wilson dá algumas respostas. Basicamente, o que ele diz (correctamente) aos jornais é: aprendam novas competências e adaptem-se à era digital.

(dica de eCuaderno)

15.5.08

"Videocast" sobre mudanças no Portugal Diário


O jornalista freelancer Alexandre Gamela produziu, recentemente, um interessante videocast experimental sobre a também recente remodelação gráfica e de conteúdos do Portugal Diário. O trabalho, publicado no blogue do autor, resume as mudanças operadas naquele ciberjornal de uma forma muito eficaz: seria preciso um "post" de texto enorme para traduzir em palavras o que Gamela nos mostra com recurso a áudio e imagens.