Sabe bem, nos dias que correm, marcados, em tantas redacções, por desânimo e cinismo, ouvir verdades elementares, mas que não deixam de ser estimulantes e orientadoras: "Contra el abuso de poder, periodismo". Ou: "El periodismo sirve para construir un sistema político más limpio".
5.5.10
4.5.10
II Congresso Internacional de Ciberjornalismo
A organização do II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, marcado para 9 e 10 de Dezembro de 2010, na Universidade do Porto, está a convidar investigadores a remeter, até 15 de Julho, propostas de comunicações a apresentar.
As comunicações deverão versar sobre ciberjornalismo, com preferência pelos tópicos em destaque neste Congresso: "Modelos de negócio para o jornalismo na Internet" e "Redes sociais e ciberjornalismo".
Mais pormenores sobre o assunto podem ser obtidos no site do Observatório do Ciberjornalismo (ObCiber) que, juntamente com o Centro para as Ciências da Comunicação (C2COM), da Universidade do Porto, organiza o evento.
Durante o Congresso, serão anunciados os vencedores da terceira edição dos Prémios de Ciberjornalismo, uma iniciativa do ObCiber cujo objectivo é premiar o que de melhor se produz em Portugal na área do ciberjornalismo.
Na memória:
I Congresso Internacional de Ciberjornalismo
Prémios e Congresso de Ciberjornalismo
O ObCiber no Travessias Digitais
Mais pormenores sobre o assunto podem ser obtidos no site do Observatório do Ciberjornalismo (ObCiber) que, juntamente com o Centro para as Ciências da Comunicação (C2COM), da Universidade do Porto, organiza o evento.
Durante o Congresso, serão anunciados os vencedores da terceira edição dos Prémios de Ciberjornalismo, uma iniciativa do ObCiber cujo objectivo é premiar o que de melhor se produz em Portugal na área do ciberjornalismo.
Na memória:
I Congresso Internacional de Ciberjornalismo
Prémios e Congresso de Ciberjornalismo
O ObCiber no Travessias Digitais
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17.4.10
No baú da TSF Online
Duas peças, em áudio, retiradas do baú da história recente do ciberjornalismo em Portugal. A primeira data de 2001. Resumo: «O Cyberjornalismo, ou jornalismo para a Internet, é uma actividade em expansão. Objecto de estudos universitários, eis que surge um deles realizado em Portugal sobre dois locais de notícias na Net em Português, e, claro publicado na Internet» (ouvir).A segunda é de 2003: «Pouco a pouco, mas vai-se instalando. O jornalismo on-line já não é só uma extensão do jornalismo para papel e vai criando características próprias.» (ouvir).
Como dizia aquele anúncio da Kodak, é para mais tarde recordar.
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10.3.10
Os primeiros 15 anos de ciberjornalismo
15 Anos de Ciberjornalismo em Portugal
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Estes são os slides da comunicação que apresentei, na passada quinta-feira, na conferência "15 anos de Jornalismo Online em Portugal", promovida pela Universidade da Beira Interior. Trata-se de uma breve panorâmica sobre os acontecimentos mais relevantes dos primeiros quinze anos de história do ciberjornalismo em Portugal.
A ler:
"Da implementação à estagnação: os primeiros doze anos de ciberjornalismo em Portugal"
"Ciberjornalismo: dos primórdios ao impasse"
A ler:
"Da implementação à estagnação: os primeiros doze anos de ciberjornalismo em Portugal"
"Ciberjornalismo: dos primórdios ao impasse"
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9.3.10
Chegou o gestor de comunidades
Numa altura em que o Facebook e o Twitter registam um crescimento alucinante, é digna de nota esta tendência em afirmação no primeiro trimestre do ano: os média despertam para o potencial (poder?) das redes sociais e criam um novo cargo: gestor de comunidades. O cargo já existe há algum tempo em média estrangeiros. Recentemente, foi estabelecido, pelo menos, no Público, no "i" e no IOL.
Que faz um gestor de comunidades? «O objectivo é dar a conhecer o que de melhor fazemos, assegurar uma maior interacção entre os jornalistas e o público e, ao mesmo tempo, fortalecer estas marcas nas redes sociais, promovendo a discussão e o debate de ideias», explica Luísa Melo, subdirectora do IOL e gestora de comunidades dos sites editoriais do grupo.
A ler:
MC Multimedia com gestor de comunidades
Público com gestor de comunidades
O editor de redes sociais (The New York Times)
Que faz um gestor de comunidades? «O objectivo é dar a conhecer o que de melhor fazemos, assegurar uma maior interacção entre os jornalistas e o público e, ao mesmo tempo, fortalecer estas marcas nas redes sociais, promovendo a discussão e o debate de ideias», explica Luísa Melo, subdirectora do IOL e gestora de comunidades dos sites editoriais do grupo.
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MC Multimedia com gestor de comunidades
Público com gestor de comunidades
O editor de redes sociais (The New York Times)
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2.3.10
15 anos de jornalismo na Web em Portugal
A Universidade da Beira Interior decidiu, em boa hora, assinalar a passagem dos primeiros 15 anos de ciberjornalismo em Portugal. Depois de amanhã, vários académicos e profissionais do jornalismo vão juntar-se na Covilhã para fazer o balanço e traçar perspectivas para o futuro na conferência "Jornalismo na Web em Portugal, 15 anos".
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24.11.09
Jornadas de ciberjornalismo
Acaba de ser divulgado o programa das Jornadas ObCiber, que terão lugar, no dia 4 de Dezembro, nas instalações dos cursos de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto.
Organizado pelo Observatório do Ciberjornalismo, as jornadas têm como tema genérico “O jornalismo nos novos media: ensino e investigação”. Intervirão, entre outros, António Granado, (Público, Universidade Nova de Lisboa), Javier Díaz Noci (Univ. Pompeu Fabra, Barcelona) e Pedro Araújo e Sá, administrador do grupo Cofina.
Os vencedores da segunda edição dos Prémios de Ciberjornalismo, uma iniciativa do ObCiber, serão anunciados durante estas jornadas.
O programa completo pode ser lido no site do ObCiber.
Organizado pelo Observatório do Ciberjornalismo, as jornadas têm como tema genérico “O jornalismo nos novos media: ensino e investigação”. Intervirão, entre outros, António Granado, (Público, Universidade Nova de Lisboa), Javier Díaz Noci (Univ. Pompeu Fabra, Barcelona) e Pedro Araújo e Sá, administrador do grupo Cofina.
Os vencedores da segunda edição dos Prémios de Ciberjornalismo, uma iniciativa do ObCiber, serão anunciados durante estas jornadas.
O programa completo pode ser lido no site do ObCiber.
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11.9.09
Prémios de Ciberjornalismo 2009
A segunda edição dos Prémios de Ciberjornalismo, iniciativa do Observatório do Ciberjornalismo (ObCiber), da Universidade do Porto, está aí. Os candidatos já podem começar a inscrever os seus trabalhos. O regulamento, as categorias, o júri e o formulário de candidatura estão disponíveis aqui.
O Prémios de Ciberjornalismo, recorde-se, foram criados com o objectivo de reconhecer e estimular a produção ciberjornalística em Portugal.
Os vencedores desta segunda edição serão anunciados no próximo dia 4 de Dezembro, durante as Jornadas ObCiber, que vão decorrer na Universidade do Porto, com a participação de dois oradores convidados, os professores Javier Díaz Noci e António Granado.
A ler:
Prémios e congresso de ciberjornalismo (2008)
O Prémios de Ciberjornalismo, recorde-se, foram criados com o objectivo de reconhecer e estimular a produção ciberjornalística em Portugal.
Os vencedores desta segunda edição serão anunciados no próximo dia 4 de Dezembro, durante as Jornadas ObCiber, que vão decorrer na Universidade do Porto, com a participação de dois oradores convidados, os professores Javier Díaz Noci e António Granado.
A ler:
Prémios e congresso de ciberjornalismo (2008)
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31.7.09
Um teste à convergência na Impresa
A aposta tem toda a marca dos modelos de convergência empresarial e integração de redacções que andam a ser testados por esse mundo fora: as redacções do norte da SIC, do Expresso e da Visão, do grupo Impresa, vão ser "unificadas" (fica, para já, por saber exactamente de que forma e até que ponto) e partilhar o mesmo espaço, num novo edifício, em Matosinhos.
Luís Marques, director-geral da SIC, disse ao JN que "a ideia é diluir fronteiras e criar orgânicas de partilha. Mais tarde ou mais cedo vamos fazer o mesmo na capital". Trata-se, portanto, de uma experiência-piloto, a todos os títulos interessante.
Esta será uma boa oportunidade para se testar possíveis virtudes e prováveis problemas do modelo da convergência, que, noutros países, tem suscitado algum debate. E permitirá, daqui algum tempo, responder a questões como:
Agora, quem está do lado de cá, no lugar do simples leitor do Expresso e da Visão, tem uma questão bem mais simples e prosaica a colocar à Impresa: vamos ter um jornalismo menos acomodado e balofo do que aquele que nos tem dado nos últimos anos?
A ler:
SIC, Visão e Expresso juntam redacções e testam novo modelo no Norte
Luís Marques, director-geral da SIC, disse ao JN que "a ideia é diluir fronteiras e criar orgânicas de partilha. Mais tarde ou mais cedo vamos fazer o mesmo na capital". Trata-se, portanto, de uma experiência-piloto, a todos os títulos interessante.
Esta será uma boa oportunidade para se testar possíveis virtudes e prováveis problemas do modelo da convergência, que, noutros países, tem suscitado algum debate. E permitirá, daqui algum tempo, responder a questões como:
- a integração das redacções é potenciadora de uma eventual diminuição de postos de trabalho? (pergunta clássica dos críticos da convergência)
- há uma substancial redução de custos de funcionamento?
- os jornalistas estão preparados/formados para trabalhar sob este modelo?
- a articulação, no dia-a-dia, entre jornalistas do "papel" e do audiovisual é pacífica?
- a qualidade do trabalho dos jornalistas sai prejudicada por um eventual acumular de tarefas e funções resultante da produção para várias plataformas?
- o modelo origina maior diversidade de conteúdos ou conduz a uma homogeneização dos mesmos?
Agora, quem está do lado de cá, no lugar do simples leitor do Expresso e da Visão, tem uma questão bem mais simples e prosaica a colocar à Impresa: vamos ter um jornalismo menos acomodado e balofo do que aquele que nos tem dado nos últimos anos?
A ler:
SIC, Visão e Expresso juntam redacções e testam novo modelo no Norte
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24.7.09
Contra a "felicidade" online
«Não precisamos de procurar muito longe para vermos a nossa cultura artificial em acção. Graças à era digital, é mais provável que experienciemos pixels do que pessoas. Passamos horas à frente dos nossos PC a brincar nos campos insubstanciais da realidade virtual. Nos corredores infinitos da internet, encontramos páginas mais interessantes do que os passeios matinais, brilhantes de orvalho, da aranha do jardim. Na verdade, tratamos a nossa máquina como se fosse um órgão e os nossos órgãos como se fossem máquinas. O nosso computador pode ser «amigo do utilizador». Pode-lhe aparecer um «vírus». Entretanto, fazemos «interfaces» com os nossos colegas. «Processamos» ideias.»
Eric G. Wilson, in Contra a Felicidade
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3.7.09
Uma nova bandeira no Grande Porto
Mais um jornal a nascer em conjuntura de crise na imprensa. O Grande Porto sai hoje, pela primeira vez, para as bancas. Ao contrário do "i", também do grupo Lena, este semanário já se parece, fisicamente, com um jornal. E vem, espera-se, colmatar uma falha grave da imprensa generalista nacional, quer a diária, quer a semanal, que se tem portado bastante mal em relação aqui à província.
- Primeira nota, positiva, para o grafismo: simples e claro. Utilização equilibrada de fotos e cores nas páginas.
- Apesar de se posicionar como semanário para o Grande Porto, o jornal apresenta uma variedade temática interessante, que vai dos negócios à cultura, passando pelos automóveis e pelas ciências.
- Nota menos positiva, nas páginas de opinião: o jornal surge logo como bandeira de uma causa, a da regionalização. Tem todo o direito de o fazer, é claro. Faz melhor ainda em assumi-la no Estatuto Editorial. Mas não deixa de ser um rótulo, digamos, pouco jornalístico (isto é muito discutível, eu sei).
- No primeiro número, há demasiadas assinaturas repetidas nas peças. O que parece indicar que a equipa, constituída por apenas 12 jornalistas, será pequena para tanta página (64 ao todo). O preço a pagar por isto é conhecido. A quantidade é inimiga da qualidade. A nossa imprensa diária generalista, pródiga a chutar notícias requentadas para a frente e em força, que o diga.
- Uma pergunta: haverá espaço neste novo semanário para (perdoe-se-me o uso desta palavra terrível) investigação? Ou vamos ter os temas de sempre, as rubricas de sempre, as caras de sempre? (Claro, o Pedro Abrunhosa lá está no primeiro número). É que os temas deste primeiro número ganham na proximidade, mas são muito suaves, a começar pela manchete: "Vinho do Porto perde 20 mil pipas".
- O maior erro que o Grande Porto poderia cometer era transformar-se numa espécie de afago de ego às gentes do norte. Faço votos para que não caia nessa "bandeira" e que dê a prioridade máxima (possível) a um jornalismo isento e profissional. O que, nos dias que correm, já não é pedir pouco.
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29.5.09
Sem tempo para pensar
O título do livro é suficientemente estimulante para nos despertar a curiosidade: No Time to Think: The Menace of Media Speed and the 24-Hour News Cycle. Como todos os livros que se metem com os média e com os jornalistas, está a dar grande polémica nos EUA. E ainda bem.A tese dos autores, dois norte-americanos, Charles Feldman e Howard Rosenberg (este já ganhou um prémio Pulitzer), pode não ser nova, mas não peca por falta de pontaria: os média estão a andar cada vez mais depressa e não conseguem parar para pensar no que estão a fazer.
Feldman e Rosenberg, ambos jornalistas veteranos, apontam factores, resumidos por Elisabete de Sá, no Jornal de Negócios, de agravamento do estado de coisas, no qual as tecnologias desempenham também o seu papel:
- a velocidade crescente com que os média processam informação
- a voracidade com que correm ao minuto atrás de rumores em blogues e no Twitter e os replicam sem confirmar a autenticidade dos factos
- a crescente pressão para fazer cada vez mais e mais rápido
- o sensacionalismo fácil que vende apenas soundbytes a troco de audiências
A ler:
É o jornalismo "bang bang: um tiro e já está
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27.5.09
O editor de redes sociais
Os caminhos do ciberjornalismo cruzam-se, cada vez mais, com os das redes sociais, que conhecem hoje uma expansão acelerada. No caso do Twitter, dir-se-ia mesmo exagerada. Sinal evidente deste cruzamento chega-nos do New York Times.
O diário nova-iorquino decidiu criar um novo cargo, o de editor de "social media". Jennifer Preston será a estreante. Que faz um editor de redes sociais?: «It’s someone who concentrates full-time on expanding the use of social media networks and publishing platforms to improve New York Times journalism and deliver it to readers.»
Jennifer vai trabalhar de perto com editores, repórteres, bloguistas e outros de modo a potenciar o uso de ferramentas sociais para encontrar fontes, identificar tendências e recolher informações. Mais importante, espera-se que ela ajude o jornal a envolver uma audiência que anda espalhada pelos Twitter, Facebook, Youtube, Flickr, Digg, entre outros.
A ideia, como é fácil de ver, não é nada má. Dito de outro modo: em tempos de crise, a necessidade aguça o engenho.
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The New York Times
8.5.09
"i" assim não compro
Em plena crise - económica, publicitária, de vendas - temos um novo diário. É de saudar a coragem do grupo Lena, que veio criar dezenas de novos postos de trabalho e mexer, sobretudo em Lisboa, com o depauperado mercado de emprego jornalístico. Há algo de kamikase neste projecto. O que não é necessariamente mau. Mas algumas dúvidas se colocam:
Como eu gostava de não escrever estas coisas sempre que sai um jornal e um site de um jornal neste país. Não obstante, desejo as maiores felicidades a toda a equipa do "i" . O nascimento de um jornal é sempre um grande acontecimento em qualquer democracia.
- Para leitores, como é o meu caso, que vêm do tempo dos enormes jornais broadsheet, o "i" parece mais um suplemento do que um jornal propriamente dito.
- A organização do conteúdo, não por secções tradicionais, mas com rótulos como Zoom ou Radar, podem parecer modernos, mas não parece que ajudem muito os leitores a situar-se nos temas.
- Ao folhear os primeiros números do novo jornal, tive a mesma sensação de quando folheei as primeiras edições do Sol. E passo a recordar: «A edição de hoje do Sol folheia-se em cinco minutos. Não se pára em nenhum apeadeiro porque não aparece nada verdadeiramente estimulante para ler. No caderno principal, não há 'notícias duras'.» Déjà vu. Como fazer a diferença sem fazer a diferença pelo lado certo, o do jornalismo?
- Que leitores conseguirá o "i" captar e fidelizar? Irá roubar leitores ao Público? Mesmo estando em baixo de forma, o diário da Sonae pode dormir descansado. Aos jornais de economia? Pouco provável. Irá, então, conseguir descobrir a fórmula, que tantos perseguem, de pôr a rapaziada dos 18 aos 25 a ler jornais? É que uma "audiência qualitativa", como a que o director da publicação quer, é muito difícil de conquistar. O suplemento do New York Times também aqui não irá fazer milagres.
- Para quem está a começar, isso de não sair ao domingo tem algo de suicida...
- O "i", ao que tudo indica, será mais um jornal para alimentar sobretudo as fontes, os newsmakers, os colunistas, os comentadores, as realidades de Lisboa. Tal como acontece com a maior parte dos diários e dos restantes média generalistas.
- O grafismo do jornal não é, do meu ponto de vista, o mais estimulante ou arrojado para um projecto nado e criado em 2009.
- O site do jornal, bom, é mais um site de um jornal de papel a juntar a tantos outros.
Como eu gostava de não escrever estas coisas sempre que sai um jornal e um site de um jornal neste país. Não obstante, desejo as maiores felicidades a toda a equipa do "i" . O nascimento de um jornal é sempre um grande acontecimento em qualquer democracia.
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21.4.09
Para a história do ciberjornalismo em Portugal
A comunicação que apresentei no VI Congresso da SOPCOM, que decorreu, há dias, na Universidade Lusófona, em Lisboa, está disponível online, em formato pdf. Intitula-se "Da implementação à estagnação: os primeiros doze anos de ciberjornalismo em Portugal".
O resumo é o seguinte:
«Neste paper é proposta uma divisão global em três fases da história dos primeiros doze anos do ciberjornalismo em Portugal: a da implementação (1995-1998), a da expansão ou “boom” (1999-2000) e a da depressão seguida de estagnação (2001-2007).
A primeira fase abarca os anos de implementação de edições electrónicas de media tradicionais na Web. É uma fase experimental, hesitante, dominada pelo modelo "shovelware": os jornais abrem os respectivos sites para neles reproduzirem os conteúdos produzidos para a versão de papel, as rádios transmitem na Web o sinal hertziano, as televisões os seus telejornais.
A fase do “boom”, a do optimismo empresarial, porventura exagerado, é marcada pelo aparecimento dos primeiros jornais generalistas exclusivamente online, como o Diário Digital e o Portugal Diário.
A fase da depressão, a do início do fim de uma certa ilusão, é marcada pelo encerramento de sites, cortes em pessoal e redução das despesas. A “bolha digital” rebentara e o investimento publicitário decaíra. Seguir-se-ia um período de estagnação generalizado, de reduzido investimento a todos os níveis, pontuado por alguns investimentos a contracorrente.»
O resumo é o seguinte:
«Neste paper é proposta uma divisão global em três fases da história dos primeiros doze anos do ciberjornalismo em Portugal: a da implementação (1995-1998), a da expansão ou “boom” (1999-2000) e a da depressão seguida de estagnação (2001-2007).
A primeira fase abarca os anos de implementação de edições electrónicas de media tradicionais na Web. É uma fase experimental, hesitante, dominada pelo modelo "shovelware": os jornais abrem os respectivos sites para neles reproduzirem os conteúdos produzidos para a versão de papel, as rádios transmitem na Web o sinal hertziano, as televisões os seus telejornais.
A fase do “boom”, a do optimismo empresarial, porventura exagerado, é marcada pelo aparecimento dos primeiros jornais generalistas exclusivamente online, como o Diário Digital e o Portugal Diário.
A fase da depressão, a do início do fim de uma certa ilusão, é marcada pelo encerramento de sites, cortes em pessoal e redução das despesas. A “bolha digital” rebentara e o investimento publicitário decaíra. Seguir-se-ia um período de estagnação generalizado, de reduzido investimento a todos os níveis, pontuado por alguns investimentos a contracorrente.»
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