25.2.11

UAM/El País: a formar jornalistas há 25 anos

Há 25 anos, o diário El País e a Universidade Autonoma de Madrid juntavam-se para criar uma Escola de Jornalismo, que já formou mais de mil jornalistas.

Um vídeo, disponível no Elpaís.com, recorda os primeiros anos de formação, tempos em que a máquina de escrever era rainha nas redacções, e assinala os desafios actuais do jornalismo multimédia e multiplataforma. Obrigatório para alunos de jornalismo.


23.2.11

Ciberjornalismo na "Jornalismo & Jornalistas"

No número acabado de sair da revista Jornalismo & Jornalistas (JJ), Luís Bonixe assina um trabalho notável sobre o II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, que decorreu na Universidade do Porto, em Dezembro passado. O tema forte do congresso, recorde-se, foi os modelos de negócio no ciberjornalismo, nomeadamente em Portugal. É também um dos temas de capa deste número da JJ.

Mais há mais de ciberjornalismo nesta JJ: um trabalho de Sónia Santos Silva sobre a Web TV em Portugal.

A não perder também a entrevista a Carla Baptista e Fernando Correia sobre a história do jornalismo português, uma (importantíssima) história que «está por fazer».


A ler:
Jornalismo & Jornalistas, nº 45, Jan/Mar 2011 (em pdf)

27.1.11

Notícias sobre "Origens e evolução do ciberjornalismo"

No blogue Indústrias Culturais, Rogério Santos escreve um post sobre o meu recente livro Origens e evolução do ciberjornalismo em Portugal: Os primeiros quinze anos (1995-2010).

Também o Sindicato dos Jornalistas publica, no seu site, uma notícia sobre o livro.

14.1.11

Congresso de Ciberjornalismo na TVU.


"A edição 2010 do Congresso Internacional de Ciberjornalismo, evento organizado pelo Observatório do Ciberjornalismo (ObCiber), o Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação (Cetac.Media) e o Centro para as Ciências da Comunicação (C2COM), abordou os temas "Modelos de Negócio para o jornalismo na Internet" e "Redes Sociais e Ciberjornalismo". Contou com o lançamento do livro "Origens e evolução do ciberjornalismo em Portugal: os primeiros quinze anos (1995-2010)", de Helder Bastos, e com a 3ª edição dos Prémios de Ciberjornalismo.


Nota: a TVU. é um portal de televisão online da Universidade do Porto.

30.12.10

"O que vamos ensinar aos nossos alunos?"

David Klattel, professor da Escola de Pós-graduação em Jornalismo da Universidade de Columbia, escreveu um artigo indispensável sobre o futuro do ensino do jornalismo. O texto, intitulado "O que vamos ensinar aos nossos alunos?", pode ser lido no sítio do Observatório da Imprensa (Brasil).

Klattel levanta questões muito pertinentes e discorre sobre a relação, nem sempre fácil, entre as universidades e as escolas de jornalismo:

«Assim, se muitas universidades, especialmente fora dos Estados Unidos, desconfiam do ensino de jornalismo, e se jornalistas ativos, poucos dos quais passaram por uma escola de jornalismo, são abertamente hostis à ideia de jovens com educação universitária disputarem seus trabalhos, por que tantas escolas estão surgindo?»

Na resposta, Klattel defende que muitos cursos universitários erram o alvo, oferecendo
programas que «possuem a palavra "jornalismo" em seus títulos, mas o que realmente estão oferecendo é um programa teórico de estudos de comunicação em massa, caracterizado por cursos relacionados à mídia como Retórica, História da Comunicação e Comunicação Pública, ou programas pré-profissionais em propaganda, relações públicas ou comunicação governamental (cada um desses é incidentemente um adversário do jornalismo no mundo real.»

No final, uma nota, acertada, sobre o futuro do ensino e o cruzamento do jornalismo com a democracia:

«O grande desafio é se as escolas de jornalismo conseguirão ganhar o respeito do público por produzirem uma geração de repórteres e editores que sejam mais bem preparados, mais reflexivos e mais adaptáveis do que seus antecessores. Se o público não compreender os benefícios tangíveis de informações de maior qualidade, se o produto final da educação de jornalismo for qualquer coisa que não uma democracia melhor, então nossos esforços terão sido em vão.»

A ler:
O que vamos ensinar aos nossos alunos?

13.12.10

Jornalistas de rádio e a Internet

Os jornalistas de rádio portugueses tendem a encarar a Internet mais como uma ferramenta útil e prática no seu dia-a-dia e não tanto como um instrumento que reforce os papéis tradicionais do jornalismo e dos jornalistas, tais como vigiar os poderes instituídos, influenciar o debate público ou fornecer análise e interpretação sobre os factos.

É esta a principal conclusão de um trabalho de investigação, realizado por mim próprio e pelos meus colegas Helena Lima, Isabel Reis e Nuno Moutinho, apresentado no recente II Congresso Internacional de Ciberjornalismo.


12.12.10

Entrevista ao JN sobre história do ciberjornalismo

O Jornal de Notícias publica, na edição de hoje, uma entrevista que Helena Teixeira da Silva me fez a propósito do lançamento do meu livro Origens e evolução do ciberjornalismo em Portugal. A entrevista intitula-se "Jornalismo é o grande perdedor do ciberespaço".

23.11.10

Finalistas dos Prémios de Ciberjornalismo

Já são conhecidos os finalistas da 3ª edição dos Prémios de Ciberjornalismo, atribuídos todos os anos pelo Observatório do Ciberjornalismo. A votação online está aberta aqui.

9.11.10

Público reforça publico.pt

O Público vai duplicar o número dos seus ciberjornalistas. Ainda bem. Embora tardia, a decisão é acertada. O publico.pt tem vindo a perder gás (e ciberjornalistas) nos últimos anos, enquanto alguma da sua concorrência online tem arregaçado as mangas, em particular no investimento em meios humanos e narrativas multimédia.

Uma frase a reter do texto publicado, ontem, no jornal: «O grande desafio dos jornais de referência, hoje, é crescer no online ao mesmo tempo que mantêm a qualidade do jornal impresso.»

Só mudaria ali uma ideia: é preciso aumentar a qualidade do jornal impresso.


A ler:

PÚBLICO reforça equipa online

24.9.10

Sobre os jornais pioneiros na Web

Nalguns blogues, como o do Paulo Querido, do Rogério Santos e do Pedro Jerónimo, bem como noutros espaços da Web (Twitter, Facebook), segue uma discussão interessante à volta do pioneirismo dos média portugueses na Web. Tudo porque o Público reclamou para si, em editorial, o estatuto de "o pioneiro" do jornalismo na Internet, algo que, em rigor, não corresponde à verdade.

Deixo aqui o meu contributo para o debate e possível esclarecimento, convidando à leitura da comunicação que apresentei, o ano passado, no Congresso da SOPCOM, intitulado "Da implementação à estagnação: os primeiros doze anos de ciberjornalismo em Portugal".

Para quem, eventualmente, estiver interessado em entrar numa leitura bastante mais pormenorizada sobre este assunto, em particular sobre o nascimento do JN online e da primeira redacção digital no país, sugiro a leitura do capítulo 5 do livro que publiquei em 2000, Jornalismo Electrónico: Internet e Reconfiguração de Práticas na Redacções.

Alguns excertos:

«No dia 26 de Julho de 1995 era inaugurada a edição electrónica na World Wide Web do Jornal de Notícias. Logo nos primeiros dias online, foram recebidas em catadupa mensagens electrónicas de felicitações provenientes de vários países. Sobretudo emigrantes radicados nos Estados Unidos, Brasil, Inglaterra e França manifestaram-se bastante satisfeitos por poderem ler notícias do dia, actualizadas, sobre o seu país de origem e, em muitos casos, da sua própria cidade natal.»

«Em Setembro de 1995, dois jornalistas - um da secção Política e outro da Nacional (Helder Bastos e Nuno Marques) - foram destacados para trabalhar diariamente e em exclusivo no JN digital. Os elementos foram escolhidos com base na sua familiaridade com o mundo dos computadores. Um deles tinha uma ligação à Internet em casa e o outro era conhecido pela sua proficiência no campo da informática. Estava dado, desta forma, o primeiro passo para o nascimento do jornalismo digital no diário portuense centenário, não sem que se notassem algumas resistências à novidade, em particular por parte dos editores das secções de onde os dois jornalistas foram retirados»

«O perfil do jornal electrónico foi sendo moldado através da discussão e troca de ideias entre jornalistas, técnicos e pessoal ligado ao sector comercial, reunindo consenso, desde o primeiro momento, o pressuposto de que, preferencialmente, o modelo online deveria afastar-se do modelo de papel de forma a cimentar uma identidade própria, adaptada às características e linguagens do novo meio, o que ia de encontro, aliás, ao que especialistas de vários países na matéria defendiam na altura.»

15.9.10

Prémios de Ciberjornalismo, 3ª edição

O Observatório do Ciberjornalismo (ObCiber), da Universidade do Porto, abriu hoje o período de candidaturas à 3ª edição dos Prémios de Ciberjornalismo. Os pormenores podem ser lidos no site do ObCiber.

23.7.10

A Internet e os jornalistas de imprensa

Juntamente com os meus colegas Helena Lima e Nuno Moutinho, da Universidade do Porto, apresentei, ontem, na conferência da International Association for Media and Communication Research (IAMCR 2010, Braga, 18-22 Julho), o paper "The Influence of the Internet on Portuguese Press".

Este estudo procura avaliar a percepção que os jornalistas de imprensa portugueses têm sobre a influência da Internet no jornalismo, em vertentes como as práticas, os papéis e a ética.