23.8.05
De leituras: nova retórica
4.8.05
DN: de mudança em mudança...
Ora, não há jornal que resista a tanta asneira feita de forma tão certeira e concentrada. Mudanças constantes de direcção, nomeações feitas com base em critérios de interesse político, erros clamorosos de "casting" (incluindo na administração do jornal) só podem dar no que tem dado.
Esperemos agora, para bem do jornalismo menos mau que se faz em Portugal, que não venha por aí uma nova direcção saída da chuteira que estiver mais à mão de Oliveira.
A ler:
Oliveira substitui direcção do “DN” logo que o negócio esteja fechado
31.7.05
Asfixia mediática
É absolutamente escandaloso que o Porto não tenha estaleca sequer para segurar um canal próprio de televisão. A NTV foi o que se viu. Na rádio, anos antes, foi a vez de a Rádio Nova, que chegou a ser um farol de qualidade, ser transformada em mais uma juke box inconsequente, com meninas de voz melada a gerir play lists...
Na imprensa, o próprio Jornal de Notícias, o porta-aviões do Norte, já foi mais da Invicta do que é hoje. O Primeiro de Janeiro pouco se vê. As delegações das revistas e dos jornais de Lisboa, ou são simbólicas, ou foram alvo de desinvestimento, sobretudo editorial, nos últimos anos (Correio da Manhã e Diário de Notícias, por exemplo). O 24 Horas é para esquecer. E O Comércio do Porto acaba mal, às mãos de um grupo espanhol que se está nas tintas para 150 anos de história.
Resultado: a diversidade e a pluralidade (de notícias, de debates, de protagonistas, de ideias) vêem-se reduzidas e o mercado de emprego, bem como o de estágios, torna-se cada vez mais afunilado. O espaço público da região fica ainda mais pobre.
De um ponto de vista mediático, o Porto é hoje uma paróquia.
A ler:
O cemitério, de Vicente Jorge Silva
Sentença de Morte, de Manuel Pinto
Blogue OComerciodoPorto
29.7.05
Teleinternet
19.7.05
A 'videoblogosfera'
A onda dos videoblogues começa a ganhar dimensão e parece ter um potencial altamente promissor. O conceito do vlogue é muito simples: em vez de posts de texto, o videobloguista exibe excertos de vídeo.Na revista Wired (dica do Ponto Media), pode ler-se um trabalho de Katie Dean sobre a emergência desta web trend, em que já se experimenta um pouco de tudo: o vereador de Boston que, no seu vlogue, responde a perguntas dos eleitores; um fulano que mostra como estrelar ovos num passeio escaldante; outro que conta histórias da sua terra natal; um outro que mostra o seu "show" noticioso diário; e há ainda o Clint Sharp, que exibe um programa semanal sobre tecnologia.
Na videoblogosfera (chamemos-lhe provisoriamente assim), tal como na blogosfera, vê-se muita criação individual que jamais passaria nos media audiovisuais tradicionais. Os vlogues, diz um analista citado na artigo da Wired, transformar-se-ão num complemento ao broadcasting tradicional.
Tendo em conta a experiência criativa e proveitosa dos blogues, não será difícil antever a explosão imaginativa que se adivinha à medida que a videoblogosfera se for expandindo e diversificando. O aperfeiçoamento do hardware e do software necessários aos vlogues tratarão, certamente, de facilitar a afirmação de novos talentos nesta área. Tal como aconteceu com os diários pessoais de papel, os vídeos caseiros passarão a ter um outro alcance, uma outra formatação, com a passagem para a Web.
A narrativa audiovisual, de muitas maneira balizada, por exemplo, nos canais de TV (que são media simultaneamente controlados e controláveis), ver-se-á liberta de quase todas as grilhetas. Os posts de vídeo serão o que os vloguistas quiserem, da forma que bem entenderem. Para o bem e para o mal, como nos ensina a história da Internet.
15.7.05
Vídeo no papel
Cada bloco dura um minuto e meio e é actualizado quatro vezes por dia, embora, em casos especiais, a actualização possa ser feita mais frequentemente, como escreve Jemina Kiss, no journalism.co.uk.
Ora aqui está um exemplo a seguir por muitos outros jornais por esse mundo fora, com os de referência a terem aqui obrigações especiais. Um jornal online não pode, não deve, ser um mero repositório de conteúdos produzidos para o papel. O seu espaço de publicação é a Web, um meio multimédia, ou melhor, hipermédia, por natureza e excelência. Esta é uma certeza que, apesar de "histórica", permanece ainda ignorada por uma parte substancial do ciberjornalismo mundial.
É por isso que muitos sites noticiosos ainda são uma grande seca.
11.7.05
No olho do furacão
7.7.05
Londres e os media online portugueses
dn.pt: para o DN, não se passa nada. Abre-se o site, clica-se em "Última hora" e... nada. Londres bem podia estar a arder...
JN: nas "Últimas", tem três notícias curtas sobre o assunto, a primeira das quais colocada às... 12.12h. E nada mais.
TSF: Pela primeira vez, e naturalmente, som na Web. Da rádio, está claro. Quanto ao mais, estilo agência noticiosa.
SIC Online: Um infográfico! E depois muita Lusa, Reuters e France Press. Nem uns 15 segundos de vídeo que podia ser aproveitado dos canais de televisão do grupo. Fraquíssimo.
1.7.05
Unilateralismo na rede
27.6.05
Negócio mal cheiroso
25.6.05
De leituras: guardiães ameaçados
13.6.05
Blogues: jornalismo pós-moderno?
Vários autores defendem hoje que os blogues são uma nova forma de jornalismo que enfatiza a personalização, a participação da audiência na criação de conteúdo e formas de estórias que são fragmentadas e interdependentes com sites.
Para Melissa Wall, da California State University-Northridge, «estas características sugerem um afastamento da abordagem moderna tradicional do jornalismo em direcção a uma nova forma de jornalismo impregnada de sensibilidades pós-modernas.»
Num artigo escrito para a revista Journalism, (Volume 6, Número 2, Maio de 2005), Wall relata as conclusões de um estudo sobre blogues orientados para a notícia, durante a invasão do Iraque, na Primavera de 2003. A autora conclui que estes blogues representam um novo género de jornalismo, com um tipo de notícias mais conversacional, dialógico e descentralizado.
Wall sugere que os blogues podem mais abrangentemente ser entendidos como ‘jornalismo pós-moderno’, argumentando que, se o jornalismo tradicional do século XX é visto como um produto da modernidade, então as mudanças sociais dos últimos anos que levaram observadores a identificar um período de hipermodernidade ou pós-modernidade precisam de ser consideradas quando se fala do futuro do jornalismo.
8.6.05
Dez anos de ciberjornalismo: balanço
O texto A Internet e o declínio dos jornais e uma entrevista a Ramon Salaverría, um dos principais oradores das jornadas, resumem muitos dos tópicos abordados em Braga.
Também no portal do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto pode ler-se um resumo das jornadas feito por Letícia Amorim ("Uma década de jornalismo digital é muito pouco") e uma entrevista da mesma aluna a Rosental Calmon Alves, professor da Universidade do Texas.
30.5.05
Ciberjornalismo: peças de baú
Os jornais do futuro na rota de Barcelona (1995)
Os herdeiros do videotexto (1995)
Jornalistas portugueses apostam na Net (1996)
TSF: a rádio em directo na rede (1996)
Cornetas perdidas no meio da orquestra? (1996)
Os novos jornalistas (1996)
Jornais digitais em contagem crescente (1996)
El País Digital à maneira de uma agência de notícias (1996)
Mindy McAdams: Jornais electrónicos devem ser rápidos e breves (1996)
Na minha "velhinha" homepage, há ainda mais passado sobre esta história...
